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quinta-feira, 20 de março de 2014

O que acontece quando a Igreja faz seu trabalho

"A Igreja prega para todos

4 Enquanto isso, os que haviam sido dispersos pregavam a Palavra por onde quer que fossem.
5 Indo Felipe para uma cidade de Samaria, ali lhes anunciava a Cristo.
6 Assim que o povo ouviu a Felipe, e viu os sinais e maravilhas que ele realizava, deu unânime e absoluta atenção ao que ele ensinava.
7 Portanto os espíritos imundos abandonavam a muitos, aos berros, e um grande número de paralíticos e aleijados eram curados.
8 E, por este motivo, grande alegria sobreveio àquela cidade."

Atos dos Apóstolos 8.4-8 KJA

Vemos que o atuar da Igreja, corpo de Cristo, gera uma mudança tanto no mundo espiritual quanto no mundo físico.

Ao analisar o pequeno texto acima extraído do Livro de Atos vemos:

v.4 - Os que haviam recebido o Senhor e saído ao campo iam pregando cumprindo o mandamento de Jesus descrito em Mc 16.15. Iam no poder do Espírito Santo assim dizendo do reino, a saber Sl 145:11.

v.5 - Samaria era uma região já trabalhada por Jesus, Jo 4, e Felipe um dos Sete de Jerusalém (At 6.5) e que também fora disperso, recebeu o dom de evangelizar (At 21.8) e, cheio do Espírito, pregava Jesus, o Cristo (o Messias). Veja que ao usar o nome de Jesus em sua proclamação ele chamou a atenção dos samaritanos, pois, já tinham ouvido testemunho dele (Jo 4.39-42). Veja a quebra de paradigmas religiosos e sociais que a Igreja causa: os samaritanos por tradição aceitavam apenas os livros de Moisés como Sagradas Escrituras e ali naquele momento o nome de Jesus estava ocupando o primeiro lugar em suas vidas.

v. 6 - A Bíblia diz que a fé vem pelo ouvir (Rm 10.17), e Felipe assim o fazia. Os sinais e maravilhas são testemunho junto a Palavra (Jo 4.48), Deus não precisa provar seu poder curando ou parando o sol, mas manifesta-o para que o fraco Homem em sua pequenez compreenda que não há outro capaz de tal. A atenção que Felipe recebeu ao perpetrar o alarido da salvação aos samaritanos é devido a autoridade contida nele pelo Espírito Santo que nele residia. Analise o quanto nos é interessante quando ouvimos alguém que sabe o que diz.

v. 7 - Até agora as transformações eram no mundo físico e sendo manifestadas no mesmo, contudo agora é expressa a transformação no mundo espiritual que a Igreja causa. Os "espíritos imundos" fugiram e "aos berros", veja Mt 8.31-32, eles não podiam ser vistos aos olhos do povo, mas as manifestações apresentadas evidenciavam o que havia ali. Na sequência dos fatos os paralíticos e aleijados eram curados, veja que não que tais enfermidades fossem causadas por eles, contudo nada impedia que tais enfermos também não fossem atormentados por eles. A cura é uma manifestação divina que já havia sido manifesta em Jesus por diversas vezes nos evangelhos, e em Felipe foi cumprido o que Jesus disse "Na verdade, na verdade vos digo que aquele que crê em mim também fará as obras que eu faço, e as fará maiores do que estas, porque eu vou para meu Pai", Jo 14.12. Sendo assim o espiritual foi manifesto no físico.

v. 8 - Onde o presença do Senhor habita ali a alegria (Sl 68.3). Jesus causa alegria, pois a alegria oriunda do mundo tem curta duração e é momentânea, contudo o gozo da alma (gozo: Para os romanos. ‘gaudium, ii’ significava alegria, satisfação, regozijo. Terencio dizia ‘lacrimare gaudio’ para expressar ‘chorar de alegria’, e Cícero, ‘gaudiis exultare’, com o sentido de estar transbordante de alegria.) que no sentido bíblico é uma alegria:
1. Em lugar de depender das circunstâncias, o gozo cristão é um fruto do Espírito Santo, e uma condição do ser individual (Gl 5.22; Rm 14.17). A única circunstância da que depende o gozo é a da vida do indivíduo em Cristo. Jesus prometeu dar um gozo que ninguém, nem poderia circunstância alguma dissipar (Jo 16.20-22). Os cristãos possuem gozo por terem vida em Cristo (Fp 4.4).
2. Dada a independência do gozo das circunstâncias, os cristãos são chamados a regozijar-se em todas as coisas (Lc 10.20; Jo 14.28; Tg 1.2; 1 Pe 1.6). Esta capacidade de comprazer-se no sofrimento (2 Co 7.4), e na fraqueza (2 Co 13.9) é o resultado da constante garantia que o Espírito dá aos crentes do amor divino por eles, e de sua esperança de que Deus pode usar inclusive as dificuldades e o sofrimento para cumprir os Seus propósitos (Rm 5.3-5).
3. O gozo cristão não aliena a pessoa que o desfruta dos que choram e se lamentam. Deixa lugar para as lágrimas e permite a participação compassiva na dor alheia. Compartilhando a vida de compaixão de Cristo, o crente é livre para estender o consolo divino a todos os que sofrem (2 Co 7.4-7). Os cristãos ao fazê-lo manifestam as primícias do gozo futuro, quando Deus habitará entre o seu povo e enxugará toda lágrima, findando com todo sofrimento, pranto e dor (Ap 21.1-4).
Finalizando este texto demonstra que a promessa abaixo citada por Cristo é a mais pura realidade na vida do verdadeiro Cristão.

"edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela"
Mateus 16.18b

Fontes:
  • Bíblia de Estudo King James Atualizada
  • Wikipédia
  • http://doutrinacalvinista.blogspot.com.br/2010/12/o-gozo-cristao.html
  • David J. Atkinson, org., Diccionario Etica Cristiana y Teología Pastoral (Barcelona, Editorial CLIE e Publicaciones Andamio, 2004), pág. 634.
  • www.bibliaonline.com.br

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