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terça-feira, 8 de abril de 2014

USOS E COSTUMES DOS TEMPOS BÍBLICOS


A MEDICINA NOS DIAS DE JESUS

Quando Jesus nasceu, a atitude em relação à medicina era portanto hesitante. Marcos 1.32-34 parece indicar que a doença era um grande problema. As enfermidades incluíam a lepra, problemas de alimentação e poluição (disenteria, cólera, febre tifoide, beri-beri (hidropsia), cegueira (por causa do excesso de pó) surdez e doenças que causavam paralisia. A epilepsia e outras desordens nervosas se achavam também presentes (Referência a essas moléstias pode ser encontrada em 2 Samuel 12.15; 1 Reis 17.17; 2 Reis 4.20; 5.1-14; Daniel 4.33).

Ao observar essa situação, vemos que os judeus continuavam hesitantes quando aos médicos. Eles acreditavam que havia uma ligação entre a doença e o pecado (Jo 9.2) e citavam frases como "Médico, cura-te a ti mesmo" (Lc 4.23). Mas, apesar de tudo isso, toda cidade tinha obrigação de ter um médico (sendo essa a razão da  mulher com hemorragia poder consultar vários deles, Mc 5.26) e havia sempre um médido no templo para cuidar dos sacerdotes que pegavam doenças por causa do seu hábito de andar descalços. Marcos não tinha claramente os médicos em bom conceito (veja acima, Mc 5.26).

A atitude de Jesus não contradisse o Antigo Testamento. Ele parecia considerar a doença como resultado da atividade maligna de Satanás neste mundo e que, como tal, devia ser combatida. Todavia, Jesus não acreditava que a doença fosse necessariamente resultado do pecado do indivíduo. Isso fica claro em João 9.2-4a, se mudarmos a pontuação da sentença: "E, passando Jesus, viu um homem cego de nascença. E seus discípulos lhe perguntaram, dizendo: Rabi, que pecou, este, ou seus pais, para que nascesse cego?" Jesus respondeu: "Nem ele pecou nem seus pais; mas foi assim para que se manifestem nele as obras de Deus".

Jesus aceitou o fato de que algumas enfermidade eram devidas à possessão demoníaca e tratou delas nessa conformidade (por exemplo, Mt 12.27), mas Ele não tratou todas as doenças por esse método. Foi essa atitude para como as moléstias que acelerou a aceitação dos médicos entre os cristãos da primeira igreja. Lucas acompanhou Paulo em suas viagens na condição de médico (Cl 4.14). Ele era, naturalmente, um médico grego, e na Grécia a medicina se desenvolvera de forma considerável.

Depois de ensinados por Hipócrates, os médicos faziam um juramento de que a vida do paciente vinha em primeiro lugar, que eles nunca abusariam das mulheres, que nunca fariam deliberadamente abortos e que jamais revelariam informações confidenciais. Havia uma grande escola de medicina em Alexandria.

Poucos judeus tinham, portanto, probabilidade de se tornarem médicos, mas geralmente apreciavam os serviços desses profissionais apesar das muitas apreensões.


Pb. Donizeti (Um servo do Senhor Jesus a serviço do reino de Deus). 

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