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terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Povos não alcançados - Os Uighurs

Os habitantes do deserto buscam nova identidade

Séculos de independência, de interferência e de Islamismo, tornaram os Uigures inimigos de idéias, pessoas ou religiões estrangeiras.

Uma nuvem de poeira de uma lenta caravana de camelos envolve seu carro quando se aproxima de Kashgar, uma das principais cidades do povo Uigur. Kashgar é uma das muitas cidades-oásis que circundam as duas amplas planícies áridas das terras uigures. Estamos viajando na velha "estrada da seda", antiga rota comercial. Apesar de a estrada ir se enchendo de cabras, ovelhas, camelos, pequenos tratores agrícolas e cavalos, à medida que nos aproximamos de Kashgar vamos nos acostumando ao calor e à poeira da região. É especialmente agradável travar contato com a gentileza dos mercadores e camponeses uigures, que sempre querem compartilhar uma xícara de chá preto com o visitante, para matar a sede.

Cultura

"Faz tempo, irmão, que você partiu.

Mas mesmo assim,

Em nossos corações

Você estará sempre presente."

(Poema uigur sobre a hospitalidade)

O povo uigur é descendente das tribos mongóis que foram forçadas a se mudar para esta região desértica da Ásia Central, no século IX. Sua língua faz parte da família de línguas turcas - o mesmo ramo dos usbeques, e são fortemente influenciados pela cultura arábica e iraniana. Plantam árvores frutíferas em frente às suas casas e se alimentam de bolos de arroz, recobertos de carne de cordeiro gordurosa, costumes herdados dos árabes. A impressão, quando nos aproximamos de uma aldeia uigur, é a de que estamos no Oriente Médio e não na China.

A influência chinesa

Ao longo dos séculos os chineses procuraram controlar esta região e seu povo, tendo em vista sua localização estratégica, entre quaro grandes civilizações: a russa, a chinesa, a indiana e a iraniana. Para a China, Xinjiang tem representado uma espécie de zona tampão e mais recentemente serve para os testes nucleares chineses. Em 1884 chamaram a região de Xinjiang ou "novo domínio". Durante a Revolução Cultural, no final dos anos sessenta, os chineses destruíram milhares de mesquitas. Os Mullahs, sacerdotes muçulmanos, eram obrigados a desfilar com cabeças de porco penduradas no pescoço. Hoje, para desfazer os ressentimentos dos uigures, o governo chinês mandou reconstruir muitas mesquitas, mas a nova geração de uigures não as freqüentam. Os chineses também mandaram milhares de chineses Han se estabelecer na região uigur, a fim de diluir seus sentimentos nacionalistas. Mas em vez de se misturarem, os dois povos se estabeleceram numa complicada classe social, com os uigures ao sul, dominando a agricultura; os chineses Han ao norte, preenchendo cargos de funcionários governamentais, indústria e comércio; e os casaques prosseguindo no pastoreio de rebanhos. Surpreendentemente, o sistema funcionou. A população de chineses Han na região, subiu de 10% em 1950, para 40% em meados dos anos 80, fato este que desagradou os uigures.

 O Islã afrouxa os controles

A maioria das pessoas de fala turca, converteu-se ao Islã entre os séculos VIII e IX. Para os uigures este processo durou 300 anos. É interessante notar que as vestimentas características do Islã não são evidentes entre os uigures do norte de Xinjiang. As mulheres usam chales, não véus, e podem viajar sozinhas. Os homens tomam bebidas alcoólicas. Ao sul, em Xinjiang, as mesquitas se enchem, mas ao norte muitos uigures sequer praticam as cinco orações do dia. Do mesmo modo que muitos muçulmanos, os uigures adotaram uma certa ênfase nas religiões populares: amuletos, exorcismo, proteção contra os "jinn" (espíritos maus) e o mau olhado (maldições). O Deus do Islã é transcendente e inacessível ao homem. Por isto muitos objetos e médiuns surgiram para facilitar o acesso a Deus. Os uigures também praticam a previsão da sorte, sacrificam animais para cura de enfermidades e visitam os santuários locais de santos islâmicos, que acreditam servirem de intercessores perante Deus.

Cristianismo

A necessidade de oração é evidente, quando se observa a situação do Cristianismo entre os uigures. Não há notícia de congregações, pois são menos de 20 uigures cristãos. (Se esta fosse a proporção no Brasil, teríamos menos de 500 cristãos). Já duas vezes se formaram pequenos grupos cristãos, mas os muçulmanos conseguiram extingui-los. Providencialmente, a chave para alcançar os uigures talvez esteja no grande número de cristãos chineses deslocados a força para Xinjiang (cerca de 10.000). Há relativamente poucos missionários, mas já existem alguns cristãos chineses se preparando para  trabalhar com os uigures. Finalmente, não há Novos Testamentos disponíveis e as poucas porções que existem não estão ao alcance dos uigures. Por todos os critérios, os uigures estão totalmente fora do alcance do evangelho. Suas orações podem dar eles uma chance de ouvirem e responderem.

Xinjiang Uigur, uma Região Autônoma

1. As riquezas naturais e a posição estratégica de Xinjiang a tornam importantíssima para o futuro da China. O separatismo uigur, apoiado pelo islamismo do Oriente Médio e da Ásia Central, cresceu durante a década de 1990, e enfrenta rigorosa repressão. Muitas vidas foram ceifadas. Milhares foram executados ou aprisionados.

2. Quase todos os nativos são muçulmanos não alcançados. Existem uns poucos cristãos isolados entre os uigures e cazaques, que enfrentam pressão para retornarem ao Islã. A maioria deles é de não alcançados e não há obreiros tentando alcançá-los.

3. Na década de 1930 existiram cristãos e algumas igrejas entre uigures, mas a violenta perseguição destruiu a igreja e os cristãos foram mortos ou dispersos. Existem hoje pouquíssimos cristãos entre os uigures, mas há cerca de 500 no Cazaquistão. Oxalá estes possam alcançar os de Xinjiang. Oremos para que se conclua a distribuição do Novo Testamento e seja disseminado o filme JESUS em uigur. Oremos também pela reimplantação da igreja entre eles.

4. Os 360.000 cristãos em Xinjiang, quase todos chineses Han, são isolados culturalmente da população nativa. Oremos para que tenham a visão de alcançar os muçulmanos. Muitos deles vivem na capital, Urumqi. Entre os não chineses existem apenas 50 ou 60 cristãos. O número vem aumentando, mas é muito forte a pressão para que retornem ao Islã.

Dados Estatísticos

Alfabetização: ***

Alimentação: ***

Artes: ***

Estrutura Familiar: ***

Fonte de Renda: ***

Idioma: A linguagem Uighur

Igreja: ***

População: Turquistão Oriental: 8 milhões (oficial) 14-30 milhões (não-oficial)

Recreação: Estilo de vida sedentário

Religião: Budismo: (na província chinesa), Muçulmano: 65,1% e também alguns cristãos.

Saúde: ***

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