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sábado, 13 de fevereiro de 2016

E.B.D. - Subsídio - Morte e Hades

"Na parábola de Lucas 16.23, diz que o rico foi para o 'Hades' e Lázaro para o 'Seio de Abraão'. Gostaria de saber onde se situava um e outro lugar."

Em primeira instância podemos declarar que é impossível situar a localização geográfica destes dois lugares, por se tratar da habitação dos espíritos. Todavia, apresentaremos a posição bíblica analisando ambos, dentro do parâmetro contextual divino "além-túmulo".

Primeiramente, a palavra "hades", no Novo Testamento, é a transliteração do vocábulo grego "Hades", expressão essa usada para indicar o lugar dos espíritos que se foram daqui, isto é, o submundo. Equivale ao termo "sheol".

Na tradução Septuaginta ou LXX, hades é a tradução constante do termo hebraico "sheol". Essa dimensão é pintada como lugar que consiste de duas divisões, a saber: uma para os ímpios e outra para os justos.

A divisão para os justos também é denominada nos escritos judaicos de "seio de Abraão" por conotar um lugar de descanso e tranqüilidade. Equivale dizer que Jesus empregou os termos hebraicos nesta passagem. Assim, tanto faz dizer "seio de Abraão" (termo hebraico), como "Paraíso" (termo grego), porque ambos são análogos.

O Paraíso foi arrebatado desde as partes inferiores da terra para um lugar situado perto do trono de Deus. Esta mudança produziu-se durante a ascensão de Cristo.

Esta afirmativa está em concordância com as palavras de Paulo em Efésios 4.8-10, nas quais se refere à descida aos lugares mais baixos da terra, realizada por Cristo, que, na sua subida, "levou cativo o cativeiro".

Os mortos em Cristo estão ausentes do corpo e presentes com o Senhor: 2 Co 5.3. Paulo foi "arrebatado ao Paraíso", indica que o Paraíso foi mudado de lugar. O apóstolo desejava partir e estar com Cristo.

Os que morreram em seus pecados estão nas regiões inferiores e somente depois do Milênio eles ressuscitarão (Jo 5.29), a fim de comparecerem diante do Trono Branco, onde serão julgados e receberão a condenação eterna, sendo lançados na "Geena", isto é, no lago de fogo ardente, preparado para o Diabo e seus anjos.

Em segundo lugar concluímos que:
  • A alma sobrevive à morte física.
  • A alma, mesmo depois da morte, continua dotada de consciência, memória e razão.
  • Os justos entrarão em um estado infinitamente melhor do que este que ora, vivem.
Finalmente, fazemos nossas as palavras do profeta Malaquias: "Então vereis outra vez a diferença entre o justo e o ímpio, entre o que serve a Deus, e o que não o serve", Ml 3.18.

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