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sexta-feira, 3 de junho de 2016

Imagem e Semelhança

Como explicar a expressão "imagem e semelhança de Deus", em Gn 1.27?

Inicialmente, temos de entender que se trata da parte imaterial, e não material.

"Imagem e semelhança" se manifesta no ser imaterial (espiritual), através da parte material. Lembremos o seguinte: a representação da parte imaterial do homem representa a parte espiritual.

A Bíblia declara que o corpo (parte material) do homem foi feito pelo ato direto e imediato de Deus, como o próprio texto alude em Gênesis 2.7: "então Deus formou o homem do pó da terra".

Entretanto, no texto anterior (Gn 1.26,27), a Bíblia diz que Deus o criou "à sua imagem e semelhança; à imagem de Deus o criou". Este texto não declara que a parte imaterial foi criada, pois a parte espiritual foi outorgada ao homem através do sopro divino, tornando a parte criada em "alma vivente". A parte imaterial se originou do homem mediante um "ato de transmissão", e não, por um "ato de criação".

É esta parte imaterial que dignifica o homem e o torna superior no universo. Quando a Bíblia declara: "Façamos o homem à nossa imagem e semelhança", a colocação plural do verbo indica o nome do Criador, que no original hebraico aparece como "Elohim" e significa literalmente "deuses".

Mas como a Trindade celestial não se apresenta no plural, mas no singular, entendemos que "Elohim'' indica a Trindade em ação, isto é, os três em um só. As três pessoas da Trindade não são três deuses, mas um só Deus em três pessoas. As três pessoas da Trindade tomaram parte da criação do homem, e cada uma das pessoas, suficientemente em si mesma, deu a sua parte nessa criação. Por isso, Deus Pai é "Elohim" e Deus Espírito Santo é "Elohim" e Deus Filho (Jesus) é "Elohim".

A criação do homem é o apogeu da obra criadora. É a Trindade quem declara, sem qualquer intervenção ou consulta feita aos anjos: "a nossa imagem, conforme a nossa semelhança", v.26. São sinônimos os substantivos, e se compreendem em face do paralelismo da poesia hebraica. Trata-se de uma semelhança natural e moral, "e domine...", v.26. É desta semelhança com Deus que deriva todo o domínio do homem sobre as criaturas.

O pecado manchou essa imagem no homem

Somente a obra expiatória de Cristo pode recuperá-la mediante arrependimento dos pecados e a aceitação da obra expiatória de Cristo. Assim, quando o homem se torna "uma nova criatura em Cristo", pelo arrependimento (2 Co 5.7), essa "imagem e semelhança divina", que estava manchada pelo pecado (1 Jo 1.7), é recuperada integralmente em Cristo Jesus, mediante a obra remidora do Calvário.

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