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quarta-feira, 6 de julho de 2016

O Objetivo do Casamento Gay não é o Casamento Gay


O objetivo do casamento gay não é, primariamente, o casamento gay; é principalmente o silenciamento de consciências gays.

Dado o fato de que tão poucos homossexuais de fato se casam quando têm a oportunidade legal, sua vigorosa e, muitas vezes, violenta campanha pelo casamento gay sempre me deixou confuso. Após ler o livro de Brendam O’Neill The Trouble With Gay Marriage (O Problema com o Casamento Gay), não estou mais confuso. Embora O’Neill não faça uma abordagem a partir de uma perspectiva cristã, seu artigo pós-referendo sobre a atitude da República da Irlanda de legalizar o casamento gay lança uma forte luz sobre o objetivo último da maioria daqueles que fazem campanha pelo casamento gay — e não é o casamento gay.

Validação e reconhecimento

O’Neill começa observando quão pouca conversa ou quão poucos comentários houve sobre o casamento gay após o resultado favorável. Como ele coloca: “Ao invés de dizer: ‘Finalmente podemos nos casar’, a resposta mais comum ao resultado do referendo de ambos os líderes da campanha pelo “sim” e seu considerável exército de apoiadores na mídia e nas classes políticas foi: ‘Gays finalmente foram validados’. Toda a conversa foi a respeito de ‘reconhecimento’, não casamento”.

Ele empilha citação acima de citação para provar seu ponto. Por exemplo:
  • A Vice-Primeira-Ministra da Irlanda Joan Burton disse que a votação favorável se tratava de ‘aceitação em seu próprio país’.
  • Escrevendo para o jornal Irish Examiner, um psicoterapeuta disse: ‘o referendo se tratou de mais do que igualdade no casamento… era uma questão de plena aceitação [dos gays]’.
  • O Primeiro-Ministro Enda Kenny também disse que o referendo tratava de mais do que casamento — era uma questão das ‘frágeis e profundamente pessoais esperanças’ dos gays sendo percebidas.
  • Nas palavras do romancista Joseph O’Connor, a votação favorável foi um ato de ‘empatia social’ com parte da população.
  • A campanha oficial pelo “sim” até mesmo descreveu a vitória do “sim” como um aumento da saúde e do bem-estar de todos os cidadãos irlandeses, especialmente os gays.
  • Um colunista do Irish Times descreveu a ‘sombra de preocupação’ sobre seus amigos gays antes do referendo como um ‘sentimento de que [são] inferiores de alguma maneira’, e afirmou que a vitória favorável finalmente confirmou que eles agora podem desfrutar do apoio, da bondade e do respeito da sociedade.
  • Fintan O’Toole disse que a vitória favorável foi uma questão de fazer os gays se sentirem ‘plenamente reconhecidos’.
  • ‘Meu país reconheceu que nós existimos’, disse um empresário gay irlandês.
Votar para se sentir bem

O’Neill diz que “resumindo, o resultado favorável fez as pessoas se sentirem bem”, e que o que se buscava “não era realmente o direito de se casar, mas validação sociocultural do estilo de vida de uma pessoa — ‘empatia social’ — especialmente do Estado”. Ele ressalta literatura mais antiga sobre o casamento gay que também demonstrou que “os primeiros levantadores da questão do casamento gay pareciam primariamente preocupados com ‘atenuar a ansiedade adulta’”.

Por que validação, empatia, aceitação, reconhecimento e aprovação sancionados pelo Estado são tão importantes para aqueles que fazem campanha pelo casamento gay? Por que isso é tão mais importante do que, de fato, ter a permissão para casar?

Medidas desesperadas

A resposta se encontra em Romanos 1.18-32, onde o apóstolo Paulo explica que medidas desesperadas homossexuais (e outros pecadores impenitentes) tomam para silenciar a voz da consciência. Eles ouvem a proibição de Deus e a condenação em suas consciências, a odeiam e fazem tudo o que podem para calá-la — incluindo, nos nossos próprios dias, tornar o casamento gay legalizado em todo lugar, mesmo se relativamente poucos fazem uso dele. Porque, na maioria dos casos, não se trata do direito de casar; é principalmente uma tentativa vã de abafar a voz interna da consciência ao multiplicar e amplificar as vozes externas de aprovação.

Se estou errado, então porque eles não deixam em paz a suposta minoria que ainda desaprova o casamento gay? Por que eles não toleram dissidentes? Ativistas gays têm a mídia do seu lado, têm a indústria do entretenimento do seu lado, têm o estabelecimento educacional do seu lado, têm as empresas do seu lado, têm a maioria dos políticos do seu lado, assim como a maioria dos juízes. Isso não é o suficiente? Se eles estão tão certos da justiça de sua causa, por que não podem tolerar algumas poucas vozes aqui e ali que ainda insistem: “Isso é errado”?

Proteção sem precedentes

Não há quase nenhum grupo no mundo que tem o nível de aceitação, validação, aprovação e empatia do público que os homossexuais hoje desfrutam. Eles certamente têm mais reconhecimento, proteção e promoção do que os cristãos evangélicos em qualquer lugar. Então por que não podem deixar os cristãos em paz? O que mais eles querem ou do que mais precisam?

Somente Romanos 1.18-32 pode explicar isso. Com efeito, diz que mesmo que o casamento gay seja legalizado em todos os lugares e mesmo se cada voz destoante seja extinguida, as consciências gay ainda gritarão “Errado!” e “Culpado!”. No seu íntimo, eles ainda conhecerão “a sentença de Deus, de que são passíveis de morte os que tais coisas praticam” (Rm 1.32). Essa é a “sombra de preocupação” que espreita para sempre a consciência gay.

Paz através da cruz

A mensagem cristã para a comunidade gay é que ela abandone sua tentativa fútil de garantir paz de consciência através dos tribunais, da mídia e dos milhares de votos. É muito melhor trazer tais consciências pesarosas à cruz de Cristo para plena cura e permanente silenciamento vindo do próprio Deus, através da fé e do arrependimento. Isso fará um trabalho muito melhor para remover a ansiedade, as sombras e os medos do que qualquer quantidade de referendos ou falência de padarias e floristas. Também abrirá caminho para experimentar a imensurável largura, altura e profundidade do amor de Deus.

E para cristãos que estão sofrendo ou ainda sofrerão as consequências da desaprovação da sociedade ou do Estado sobre essa questão, confie no poder de uma boa consciência. Somos zombados, desaprovados, menosprezados, marginalizados, caricaturados e rejeitados mais do que qualquer outro grupo na sociedade. Somos chamados de intolerantes, homofóbicos e cheios de ódio. Mas ter uma consciência através da qual Deus demonstra sua aprovação e aceitação a nós significa que podemos continuar nos levantando por aquilo que é certo e verdadeiro, não importa quantas vozes de intolerância e ódio gritem contra nós.


Por: David Murray. © 2015 HeadHeartHand Blog. Original: Gay Marriage Is Not About Gay Marriage.

Tradução: Alan Cristie. Revisão: Vinícius Musselman Pimentel. © 2015 Ministério Fiel. Todos os direitos reservados. Website: VoltemosAoEvangelho.com.br. Original: O Objetivo do Casamento Gay não é o Casamento Gay.

Permissões: Você está autorizado e incentivado a reproduzir e distribuir este material em qualquer formato, desde que informe o autor, seu ministério e o tradutor, não altere o conteúdo original e não o utilize para fins comerciais.

David P. Murray serviu como pastor da Locharron Free Church of Scotland de 1995 até 2000 e, posteriormente, na Stornway Free Church of Scotland entre 2000 e 2007. David Murray é professor de Antigo Testamento e Teologia Prática no Puritan Reformed Theological Seminary, em Grand Rapids, Michigan. Murray escreve no blog "Head, Heart, Hand: Leadership for Servants."


A Âncora

Segundo a Wikipédia, uma âncora (ancora) é um instrumento náutico pesado, geralmente de metal, que permite fazer presa em fundos rochosos, lodosos ou arenosos, fixando temporariamente os navios na posição desejada.

Garrar é o termo empregue para designar que a âncora não agarra e se arrasta ao fundo por causa da corrente ou do vento forte.

Uma âncora moderna é geralmente formada por uma haste terminada pela cruz, à qual se ligam os braços com patas pontiagudas e espalmadas terminadas em orelhas para penetração no fundo ou fixação sob uma rocha. O arnete ou arganéu, na outra extremidade da haste, permite a fixação da amarra que liga a âncora ao navio. Na cruz da âncora pode fixar-se o arinque, que liga a uma boia.

Como paralelo a esta ideia, não de estabilidade, mas de posição, podemos comparar como uma "âncora espiritual" a Palavra de Deus.

Em meio as ondas desta vida essa âncora nos mantém no mesmo ponto, não nos deixa ir para lá e nem para cá. Não somos levados por ventos de doutrinas enganadoras, não somos tomados por marolas leves e calmas que levam devagar o nosso barco para longe do ponto.

A âncora no deixa fixo ao fundo, pode falar dos fundamentos da palavra em cima pode até estar agitado por ventos, mas abaixo próximo ao fundo a tranquilidade imutável impera.

Onde estamos ancorados?

Será que o que temos usado como fixação é algo forte?

Ninguém que usou a Palavra de Deus para viver sucumbiu aos ventos e mares, antes permaneceu firme na posição até o fim.

terça-feira, 5 de julho de 2016

Até onde vai a ignorância do homem?

RMS Titanic, 1912

Não deixe o ego dominar-te, as consequências podem ser trágicas.

Mistérios da Escritura 2-10

O MISTÉRIO DO ENDURECIMENTO DE ISRAEL

"Porque não quero, irmãos, que ignoreis este segredo (para que não presumais de vós mesmos): que o endurecimento veio em parte sobre Israel, até que a plenitude dos gentios haja entrado."
Romanos 11.25

Uma vez que Israel rejeitou o Senhor Jesus Cristo, Deus causou um endurecimento judicial sobre a nação judaica. Isto explica porque muitos judeus têm uma grande dificuldade em aceitar Jesus como Messias.

Este endurecimento (algumas pessoas chamam-no cegueira) não é total nem final.

Existem alguns judeus que vêem Jesus como o Messias de quem os profetas falaram. Este endurecimento continuará até que a “plenitude dos gentios” (fim da 6ª Dispensação, a da Igreja ou da Graça com o ato do arrebatamento) tenha chegado, até que o Senhor tome a sua Noiva, a Igreja, para estar com Ele. 

Então, um remanescente de Israel volver-se-á para Cristo.

Será um "acerto de contas" entre Deus e os descentes gerados pela promessa feita a Abraão (Gn 12.1-3).

sábado, 2 de julho de 2016

Mistérios da Escritura 1-10

Os Mistérios do Reino do Céu

"E falou-lhe de muitas coisas por parábolas, dizendo: Eis que o semeador saiu a semear.E, quando semeava, uma parte da semente caiu ao pé do caminho, e vieram as aves, e comeram-na; E outra parte caiu em pedregais, onde não havia terra bastante, e logo nasceu, porque não tinha terra funda; Mas, vindo o sol, queimou-se, e secou-se, porque não tinha raiz. E outra caiu entre espinhos, e os espinhos cresceram e sufocaram-na. E outra caiu em boa terra, e deu fruto: um a cem, outro a sessenta e outro a trinta. Quem tem ouvidos para ouvir, ouça. E, acercando-se dele os discípulos, disseram-lhe: Por que lhes falas por parábolas? Ele, respondendo, disse-lhes: Porque a vós é dado conhecer os mistérios do reino dos céus, mas a eles não lhes é dado; Porque àquele que tem, se dará, e terá em abundância; mas àquele que não tem, até aquilo que tem lhe será tirado. Por isso lhes falo por parábolas; porque eles, vendo, não vêem; e, ouvindo, não ouvem nem compreendem. E neles se cumpre a profecia de Isaías, que diz:Ouvindo, ouvireis, mas não compreendereis,e, vendo, vereis, mas não percebereis. Porque o coração deste povo está endurecido,E ouviram de mau grado com seus ouvidos,E fecharam seus olhos;Para que não vejam com os olhos,E ouçam com os ouvidos,e compreendam com o coração,e se convertam,e eu os cure. Mas, bem-aventurados os vossos olhos, porque vêem, e os vossos ouvidos, porque ouvem. Porque em verdade vos digo que muitos profetas e justos desejaram ver o que vós vedes, e não o viram; e ouvir o que vós ouvis, e não o ouviram. Escutai vós, pois, a parábola do semeador. Ouvindo alguém a palavra do reino, e não a entendendo, vem o maligno, e arrebata o que foi semeado no seu coração; este é o que foi semeado ao pé do caminho. O que foi semeado em pedregais é o que ouve a palavra, e logo a recebe com alegria; Mas não tem raiz em si mesmo, antes é de pouca duração; e, chegada a angústia e a perseguição, por causa da palavra, logo se ofende; E o que foi semeado entre espinhos é o que ouve a palavra, mas os cuidados deste mundo, e a sedução das riquezas sufocam a palavra, e fica infrutífera; Mas, o que foi semeado em boa terra é o que ouve e compreende a palavra; e dá fruto, e um produz cem, outro sessenta, e outro trinta. Propôs-lhes outra parábola, dizendo: O reino dos céus é semelhante ao homem que semeia a boa semente no seu campo; Mas, dormindo os homens, veio o seu inimigo, e semeou joio no meio do trigo, e retirou-se. E, quando a erva cresceu e frutificou, apareceu também o joio. E os servos do pai de família, indo ter com ele, disseram-lhe: Senhor, não semeaste tu, no teu campo, boa semente? Por que tem, então, joio? E ele lhes disse: Um inimigo é quem fez isso. E os servos lhe disseram: Queres pois que vamos arrancá-lo? Ele, porém, lhes disse: Não; para que, ao colher o joio, não arranqueis também o trigo com ele. Deixai crescer ambos juntos até à ceifa; e, por ocasião da ceifa, direi aos ceifeiros: Colhei primeiro o joio, e atai-o em molhos para o queimar; mas, o trigo, ajuntai-o no meu celeiro. Outra parábola lhes propôs, dizendo: O reino dos céus é semelhante ao grão de mostarda que o homem, pegando nele, semeou no seu campo; O qual é, realmente, a menor de todas as sementes; mas, crescendo, é a maior das plantas, e faz-se uma árvore, de sorte que vêm as aves do céu, e se aninham nos seus ramos. Outra parábola lhes disse: O reino dos céus é semelhante ao fermento, que uma mulher toma e introduz em três medidas de farinha, até que tudo esteja levedado. Tudo isto disse Jesus, por parábolas à multidão, e nada lhes falava sem parábolas; Para que se cumprisse o que fora dito pelo profeta, que disse: Abrirei em parábolas a minha boca; Publicarei coisas ocultas desde a fundação do mundo. Então, tendo despedido a multidão, foi Jesus para casa. E chegaram ao pé dele os seus discípulos, dizendo: Explica-nos a parábola do joio do campo. E ele, respondendo, disse-lhes: O que semeia a boa semente, é o Filho do homem; O campo é o mundo; e a boa semente são os filhos do reino; e o joio são os filhos do maligno; O inimigo, que o semeou, é o diabo; e a ceifa é o fim do mundo; e os ceifeiros são os anjos. Assim como o joio é colhido e queimado no fogo, assim será na consumação deste mundo. Mandará o Filho do homem os seus anjos, e eles colherão do seu reino tudo o que causa escândalo, e os que cometem iniqüidade. E lançá-los-ão na fornalha de fogo; ali haverá pranto e ranger de dentes. Então os justos resplandecerão como o sol, no reino de seu Pai. Quem tem ouvidos para ouvir, ouça. Também o reino dos céus é semelhante a um tesouro escondido num campo, que um homem achou e escondeu; e, pelo gozo dele, vai, vende tudo quanto tem, e compra aquele campo. Outrossim o reino dos céus é semelhante ao homem, negociante, que busca boas pérolas; E, encontrando uma pérola de grande valor, foi, vendeu tudo quanto tinha, e comprou-a. Igualmente o reino dos céus é semelhante a uma rede lançada ao mar, e que apanha toda a qualidade de peixes. E, estando cheia, a puxam para a praia; e, assentando-se, apanham para os cestos os bons; os ruins, porém, lançam fora. Assim será na consumação dos séculos: virão os anjos, e separarão os maus de entre os justos, E lançá-los-ão na fornalha de fogo; ali haverá pranto e ranger de dentes."
Mateus 13.3-50

Os mistérios do Reino do Céu (v.11) estão apresentados neste capítulo na forma de sete parábolas. Nos capítulos iniciais de Mateus o Senhor Jesus Cristo apresenta-se perante Israel como o Messias — o Rei.

No capítulo 12 os líderes religiosos dos judeus rejeitaram-No, acusando-O de fazer milagres pelo poder do demônio. Agora que o Rei é rejeitado, o reino surge de uma forma diferente. É precisamente isso que lemos em Mateus 13.

Estas sete parábolas são a descrição do reino durante o tempo da rejeição do Rei até ao Seu regresso para reger sobre a terra.

O Rei está agora ausente, porém, o Seu Reino pode ser visto onde qualquer homem escolher reconhecê-Lo como Rei.

sexta-feira, 1 de julho de 2016

Gostei, vale o lembrete!


Porque estudar Escatologia?

Texto Referência: Hb 4.7 - “[Deus] determina outra vez um certo dia, Hoje, ... depois de tanto tempo, como antes fora dito: Hoje, se ouvirdes a sua voz, não endureçais os vossos corações.”

1) OBSERVAÇÕES SOBRE O ESTUDO DE PROFECIAS
  • Limites: há limitações quanto ao que pode ser conhecido sobre certos assuntos (At 1.7); o conhecimento do futuro é limitado e tem o propósito de conduzir o cristão a uma vida de acordo com a vontade de Deus.
  • Tensão entre “já” e “ainda não”: 1 Co 2.9; 1 Jo 3.2.
2) POR QUE ESTUDAR PROFECIA?
  • Saber: As profecias nos informam sobre o plano de Deus para o homem;
  • Esperança: A profecia oferece esperança segura em uma era sem esperança;
  • Consolo: O estudo das profecias estimula a santidade e piedade do crente;
  • Vigilância: O estudo das profecias capacita evitar os enganos e erros;
  • Salvação: mostra o caminho da comunhão com Deus e livramento da ira;
  • Confiança: as profecias ajudam a confiar no caráter e soberania de Deus;
  • Compromisso e missão: O estudo das profecias promove uma igreja evangelística.
3) O QUE É ESCATOLOGIA?
  • Escatologia: doutrina bíblica que lida com as “ultimas coisas” (do grego eschatos - “último”, logos - estudo).
  • Expressões bíblicas: “últimos dias” (Is 2.2; Mq 4.1), “últimos tempos” (1 Pe 1.20) e “última hora” (1 Jo 2.18).
  • Definição: estudos dos acontecimentos finais do plano de Deus para este mundo e a consumação do propósito de Deus.
  • Profecia: é a proclamação da vontade de Deus presente e futura (Anders).
  • Alfa e Ômega: Cristo é o princípio e o fim de todas as coisas.
4) PREMISSAS
  • Houve um início e haverá um fim do atual sistema mundial;
  • Desfecho da evangelização mundial;
  • A justiça divina deve ser implantada; o Reino eterno de Jesus será estabelecido;
  • É necessário iniciar-se o tempo eterno;
  • A morte e o mal serão destruídos; o pecado e suas conseqüências terão fim;
  • O bem triunfará.
5) A PERSPECTIVA ESCATOLÓGICA DO ANTIGO TESTAMENTO
  • Vinda do Redentor: semente da mulher (Gn 3.15); semente de Abraão (Gn 22.18); da tribo de Judá (Gn 49.10); descendente de Davi (2 Sm 7.12-13); Profeta, Sacerdote e Rei (Dt 18.15; Sl 110.4; Zc 9.9); Servo Sofredor (Is 42.1-4; 49.5-7; 52.13-15; 53); Filho do Homem (Dn 7.13-14);
  • A chegada do reino de Deus: Dn 7.13-14
  • O estabelecimento do Novo Pacto: Jr 31.31-40; cf. 1 Co 11.25; Hb 8.8-13;
  • A restauração de Israel: Jr 23.3; Is 11.11;
  • O derramamento do Espírito Santo sobre toda a carne: Jl 2.28,29;
  • Novos Céus e Nova Terra: Is 65.17; 66.22.
6) O CARÁTER DA ESCATOLOGIA DO NOVO TESTAMENTO
  • No NT o grande acontecimento escatológico predito no AT (a vinda do Messias) já ocorreu com a vinda de Jesus Cristo;
  • O NT mostra que muitas profecias descritas como um único acontecimento, envolvem duas etapas: a presente era messiânica e o futuro;
  • A relação entre estas duas etapas escatológicas é que as bênçãos da era presente são o penhor e a garantia de bênçãos ainda maiores na era por vir.
  • A pregação de Jesus pode ser resumida em Mc 1.15: "O tempo está cumprido e o Reino de Deus está próximo; arrependei e crede no evangelho". Em certo sentido, o Reino já estava presente no ministério de Jesus: "se, porém, eu expulso os demônios pelo dedo de Deus, certamente é chegado o Reino de Deus sobre vós" (Lc 11.20; cf Mt 12.28). Mas, em outro sentido, o Reino ainda estava no futuro: "Venha o teu Reino" (Lc 11.2).
7) TEMAS ENVOLVIDOS
  • Arrebatamento: súbita partida dos cristãos para o encontro com Cristo;
  • Segunda vinda: volta de Cristo à terra em momento desconhecido;
  • Tribulação: período de catástrofes sem precedentes que virá sobre a Terra;
  • Milênio: período de reino de Cristo;
  • Anticristo: personificação do mal e agente de Satanás contra o plano de Deus;
  • Tribunal de Cristo: premiação dos cristãos segundo as suas obras;
  • Ressurreição e juízo: a bendita esperança dos justos e o julgamento dos ímpios;
  • Céu e inferno: escatologia estudo completo;
  • Trono de julgamento: julgamento dos rebeldes contra Deus.
8) IMPORTÂNCIA DA DOUTRINA DA SEGUNDA VINDA DE CRISTO
  • Importância: A segunda vinda é mencionada mais de 300 vezes na Bíblia. Os 216 capítulos do Novo Testamento contêm 318 referências à volta de Cristo, e 1 em cada 30 versículos fala deste fato. Apenas 4 (Gálatas, Filemon, 2 e 3 João) não mencionam a volta de Jesus.
  • Chave: Várias promessas dependem diretamente da vinda de Cristo, como por exemplo, a ressurreição do corpo, a vitória final sobre Satanás, prova final da divindade de Cristo, porque ele prometeu voltar.
  • Certeza absoluta: embora o momento exato seja desconhecido (Mt 24.36), a vinda de Cristo foi assegurada por ele mesmo (Jo 14.3) e pelos anjos no momento de sua ascensão (At 1.11).
9) PRINCÍPIOS DE ESTUDO DAS PROFECIAS
  • Picos de profecia: as profecias do Novo Testamento lançam luz sobre profecias do Antigo Testamento (1 Co 2.9); por exemplo, os judeus não perceberam que a vinda de Jesus seria constituída de duas etapas: (a) encarnação e crucificação e (b) a segunda vinda com poder e glória;
  • Dupla referência: aplicação imediata e/ou futura.
  • Hermenêutica: interpretação principalmente literal (1 Pe 1.20-21);
  • Escrituras: a Bíblia tem autoridade suprema na interpretação do texto; as verdades da Palavra de Deus devem ser respeitadas no estudo das profecias;
  • História: a profecia se refere ao passado ou ao futuro? Ela se cumpriu totalmente ou parcialmente?
10) DESAFIOS
  • Santidade: 2 Pe 3.10-14; 1 Jo 1.5-7;
  • Compromisso: Rm 5.1-9; 12.1-2; Ef 2.1-10;
  • Proclamação: Mt 28.19-20; Mc 16.15-16; Jo 21.15-17; At 1.6-11.
CONCLUSÃO

Vale apena todo o tempo investido na Palavra, é o tempo investido em nossa própria edificação.