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quarta-feira, 17 de junho de 2026

Projeto Didásko PORTUGAL - CARTA DE ORAÇÃO - JUNHO DE 2026

Alcabideche (Cascais), Portugal, 15 de j
unho de 2026.

“A obra de Deus feita do jeito de Deus nunca ficará sem os suprimentos de Deus.” - Hudson Taylor

Amados irmãos e companheiros na obra missionária,

Que a graça e paz de nosso Senhor Jesus Cristo vos sejam multiplicadas.

Nesta carta, quero compartilhar com os irmãos o andamento dos novos cursos que, pela graça de Deus, estão chegando à etapa final. Todas as matérias do Novo Curso de Capacitação Missionária já estão prontas e finalizadas. As matérias do Curso Interdenominacional de Teologia também estão bem adiantadas, e agora vou começar a gravar as aulas dos dois cursos.

A previsão é que estejam prontos para serem adquiridos já na primeira semana de julho. Sei que o lançamento deveria ter acontecido antes, mas, como muitas vezes acontece na obra do Senhor, nem tudo caminha no tempo que planejamos. Ainda assim, creio que Deus tem conduzido cada detalhe e que esse pequeno atraso também servirá para que tudo seja feito com mais cuidado e responsabilidade.

Tive alguns contratempos nesse processo. Meu laptop já tem cerca de 10 anos e, embora ainda esteja sendo muito útil, fica bastante lento quando preciso trabalhar com muitas janelas e programas abertos ao mesmo tempo. Para escrever os materiais, consultar os milhares de livros digitais que tenho, organizar as aulas, gerar os vídeos e preparar toda a base dos cursos, o computador acaba sendo exigido muito além do que consegue suportar com facilidade.

Além disso, o apartamento ao lado está em obras, e há dias em que o barulho é muito forte durante quase todo o dia, tornando difícil gravar, estudar e manter a concentração. Também surgiram alguns desafios na organização de toda a estrutura necessária para o lançamento dos cursos. Nada disso impede a obra de avançar, mas certamente torna o processo mais lento e cansativo.

Mesmo com esses atrasos, sou muito grato a Deus pelo resultado. Os dois cursos superam em muito os anteriores. Estão mais completos, com mais profundidade, mais bem organizados e, ao mesmo tempo, escritos em uma linguagem simples, clara e objetiva. Muitas vezes, enquanto preparava o conteúdo, pensava comigo mesmo que gostaria de ter tido acesso a algo assim antes de ir para o campo missionário.

Teria me ajudado imensamente a compreender melhor muitos aspectos da Palavra de Deus, da vida cristã, da igreja local, do preparo missionário e dos desafios do campo. Agora, pela bondade do Senhor, esses materiais estarão disponíveis para irmãos que desejam conhecer a Palavra de Deus com mais profundidade, ter uma visão mais ampla da obra missionária e servir com mais maturidade e compromisso.

Já temos alguns irmãos aguardando para fazer esses cursos, e creio sinceramente que eles serão uma bênção para muitas pessoas. Procuramos colocar os valores mais baixos possíveis, para alcançar o maior número de alunos. Parte desses valores será usada para cobrir despesas operacionais e de produção, pois há custos envolvidos na plataforma, na preparação dos vídeos e em toda a estrutura necessária para que os cursos funcionem bem.

Ao mesmo tempo, esperamos que esse projeto também possa nos ajudar a complementar o nosso sustento, que continua sendo uma necessidade real para nossa permanência e continuidade no campo. Compartilho isso com transparência, como sempre procurei fazer, porque os irmãos que caminham conosco também fazem parte dessa história.

Continuamos contando com o apoio e as orações de todos os queridos irmãos. Orem por sabedoria, saúde, força e graça para prosseguirmos na obra do Senhor. Orem também para que esses cursos cheguem às pessoas certas e sejam usados por Deus para despertar, preparar e fortalecer irmãos, líderes, obreiros e igrejas na obra do Senhor.

Somos imensamente gratos a todos que têm nos apoiado na obra missionária. Oramos para que Deus recompense a cada um de maneira abundante, fazendo infinitamente mais do que tudo o que pedimos ou pensamos, segundo o seu poder que opera em nós (Ef 3.20).

Com gratidão,

Pr. Paulo Henrique e família
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quarta-feira, 10 de junho de 2026

Projeto Didásko PORTUGAL - CARTA DO PR. BUDDHADEB MONDAL - IGREJA SPORSHOW EM SAGAR

Respeitado Pastor Paulo, a paz do Senhor. Muito obrigado por suas orações.

Damos graças ao Deus Todo-Poderoso e, ao mesmo tempo, expressamos nossa profunda gratidão a todos vocês.

Por causa das suas orações, a situação em nossa região está atualmente estável, embora ainda um pouco tensa. No entanto, algumas pessoas estão espalhando comentários de zombaria e difamação contra nós em lojas e mercados locais. Fora isso, nenhum outro incidente desagradável ocorreu. A polícia tem cooperado, e tudo isso é porque todos vocês oraram ao Deus Todo-Poderoso.

Atualmente, estamos mantendo distância e realizando pequenas reuniões de oração, visitando as famílias individualmente. Algumas pessoas estão até parando nossos irmãos e irmãs crentes nas ruas e tentando desencorajá-los para que não venham à igreja.

No entanto, surgiram alguns desafios. Todos nós estamos orando e pedimos que vocês também orem. Deus certamente resolverá esses problemas um dia.

Problema de transporte: temos uma motocicleta muito antiga, com quase 25 anos, que recebemos por meio de um servo de Deus. Por causa de mudanças nas regulamentações do governo, a polícia parou a moto na estrada e nos orientou a não usar um veículo tão antigo. Por favor, ore para que eu consiga comprar uma nova motocicleta.

Limitações financeiras: devido a dificuldades financeiras, ainda não consegui reparar a casa/quarto. Peço desculpas por não ter conseguido tirar fotos do quarto durante o incidente, por causa das circunstâncias.

Por favor, orem para que não surjam mais problemas e para que Deus abra um caminho e providencie rapidamente tudo o que precisamos.

Obrigado.

sexta-feira, 15 de maio de 2026

Projeto Didásko PORTUGAL - CARTA DE ORAÇÃO - MAIO DE 2026

Alcabideche (Cascais), Portugal, 08 de maio de 2026.

“Missão não é uma obrigação penosa dada a alguns, é um privilégio de todos.” - Estêvão Muller

Amados irmãos e companheiros na obra missionária,

Que a graça e paz de nosso Senhor Jesus Cristo vos sejam multiplicadas.

No mês de abril tive a oportunidade de cooperar com duas igrejas, pregando no mês de missões da Igreja Baptista de Odivelas e também no 2º aniversário de inauguração da Igreja Baptista em Reguengos de Monsaraz, uma frente missionária da Igreja Baptista de Cascais no distrito do Alentejo, interior de Portugal.

Foram oportunidades muito preciosas para compartilhar a Palavra de Deus e também encorajar os irmãos quanto à importância da obra missionária. Sempre que tenho a oportunidade de servir outras igrejas, especialmente em contextos missionários, lembro-me de como Deus tem conduzido nossa vida e ministério ao longo dos anos, abrindo portas que muitas vezes não planejamos, mas nas quais podemos cooperar de alguma forma para o avanço do Seu Reino.

Conforme compartilhei na carta anterior, eu estava preparando o lançamento dos cursos online de Capacitação Missionária e Interdenominacional de Teologia para o final de abril, pela plataforma Hotmart. No entanto, em conversa com o Pr. Marcelo Martins e com SEMIPA, entendemos que seria melhor lançar esses cursos através de SEMIPA, juntamente com as outras modalidades já desenvolvidas pela missão. 

Creio que essa decisão dará mais unidade, alcance e segurança ao projeto, pois os cursos nasceram ligados a SEMIPA e já serviram durante muitos anos como instrumentos de capacitação no Brasil e em outros países. Por isso, o lançamento foi reorganizado para o início de junho, pela Hotmart de SEMIPA, com as informações oficiais de matrícula, acesso e certificação sendo divulgadas no momento oportuno.

Os novos cursos foram completamente reestruturados. Não se trata apenas de uma revisão ou atualização das antigas apostilas. O Curso de Capacitação Missionária foi reconstruído e ampliado, passando a tratar com mais profundidade temas bíblicos, históricos, teológicos e práticos, além de incluir novas matérias como História de Missões, Evangelismo, Discipulado, Preparo Missionário e Plantação e Revitalização de Igrejas.

O Curso Interdenominacional de Teologia também foi ampliado, de 16 para 22 matérias, com mais fundamentação bíblica e teológica, além de novas disciplinas como Missiologia, Evangelismo e Discipulado, Liderança Cristã, Apologética, Ética Cristã e Educação Cristã. Procurei escrever tudo de forma mais organizada, profunda e aplicável, pensando tanto nos irmãos que estão começando seus estudos como naqueles que já servem na igreja e desejam se preparar melhor.

Ainda no mês passado, o Pr. Marcelo Martins, Diretor Executivo de SEMIPA, esteve em Luanda, capital de Angola, ministrando o primeiro Curso de Capacitação Missionária que escrevi para SEMIPA. Isso enche o meu coração de gratidão a Deus.

É uma alegria muito grande perceber que aquilo que o Senhor me permitiu produzir continua sendo usado para despertar e capacitar pessoas para um envolvimento mais ativo na obra missionária. Os dois cursos que escrevi para SEMIPA, na área de teologia e missiologia, já formaram milhares de alunos no Brasil e em outros países, e ainda continuam formando.

Por isso, tenho esperança de que esses dois novos cursos, mais completos e melhor estruturados, sejam ainda mais relevantes para preparar irmãos, líderes, obreiros e igrejas para servirem ao Senhor com mais clareza, maturidade e compromisso. Meu desejo é, futuramente, adaptar e traduzir esses cursos para outras línguas, para que possam ser utilizados não apenas pelos nossos obreiros na Índia, mas também em outras partes do mundo.

Peço que continuem orando por nós, por nossa família, pelo nosso sustento, pela saúde física, emocional e espiritual, pelo avanço do nosso projeto missionário em Portugal e na Índia, e por esse novo lançamento dos cursos no início de junho. 

Somos imensamente gratos a todos que têm nos apoiado na obra missionária. Oramos para que Deus recompense a cada um de maneira abundante, fazendo infinitamente mais do que tudo o que pedimos ou pensamos, segundo o seu poder que opera em nós (Ef 3.20).

Com gratidão,

Pr. Paulo Henrique e família

quarta-feira, 15 de abril de 2026

SOLIDÃO, COMPANHIA E A FIDELIDADE DE DEUS NA CAMINHADA MISSIONÁRIA

Pr. Paulo Henrique P. Cunha

A VISÃO ROMÂNTICA QUE A REALIDADE CORRIGE

Antes de ser missionário na Índia, eu já estava ativamente envolvido na evangelização de minha cidade natal.

Lembro-me de momentos em que estava a evangelizar em alguns lugares difíceis na zona rural da nossa cidade e precisava me separar da equipe para alcançar uma casa isolada, atravessando um trecho de mato fechado ou subindo um morro íngreme.

Nessas caminhadas solitárias, eu me imaginava sozinho pregando em solo indiano. Era, reconheço hoje, uma visão claramente romântica e imatura da vida missionária, mas ela capturava, sem eu perceber, algo que nenhum relatório ou conferência costuma anunciar com honestidade: o peso real da solidão no campo.

O SILÊNCIO QUE A PARTIDA DEIXA

Quando estava me preparando para ir à Índia, fizemos um estágio missionário na fronteira entre o Brasil e o Paraguai. Tivemos a oportunidade de ouvir um experiente missionário naquele campo, e o texto que ele escolheu ficou gravado em minha memória: “Eis que vem a hora e já é chegada, em que sereis dispersos, cada um para sua casa, e me deixareis só; contudo, não estou só, porque o Pai está comigo” (Jo 16.32).

Sua palavra foi breve, mas densa: o mesmo que aconteceu com Jesus diante dos discípulos acontece, em menor escala, com o missionário. As pessoas voltam para suas casas, suas rotinas, seu trabalho — e quem ficou no campo permanece só, frequentemente esquecido, ou quase.

Esse fenômeno tem um nome: descompasso (gap) missionário. Quem passa anos num campo transcultural caminha numa direção, enquanto sua igreja, seus amigos e sua família seguem em outra. Com o tempo, as diferenças se aprofundam de forma quase imperceptível.

Conversas que antes fluíam naturalmente tornam-se difíceis; referenciais comuns desaparecem; e os vínculos, sem o oxigênio da interação cotidiana, vão se tornando mais frágeis. Não por maldade ou indiferença, mas pelo simples peso da distância — não apenas geográfica.

Como alerta a especialista em cuidado missionário Antonia Leonora van der Meer, “uma reclamação comum é que os missionários não têm com quem desabafar”, e esse isolamento, silencioso e progressivo, cobra um preço alto e raramente mencionado.

OS AMIGOS QUE FICAM QUANDO OS OUTROS PARTEM

É justamente nesse cenário que a frase de John Collins Churton adquire todo o seu peso: “Na prosperidade, nossos amigos nos conhecem; na adversidade, nós conhecemos nossos amigos”. No começo da jornada missionária, quando o entusiasmo do envio ainda está fresco, muitos se aproximam, oram, contribuem e acompanham.

Mas, à medida que os anos passam, que a distância aumenta e que a vida segue seu curso de cada lado, torna-se visivelmente claro quem são os amigos de fato — aqueles que continuam presentes apesar de tudo, que oram sem serem lembrados, que escrevem sem aguardar resposta, que permanecem vinculados não pelo entusiasmo inicial, mas pelo amor genuíno que a distância não consegue desgastar. Esses amigos são raros, e por isso mesmo são preciosos.

O CUSTO QUE NINGUÉM CONTABILIZA

Além da solidão no campo, há ainda outro custo raramente descrito: o estranhamento no retorno. Certa vez li um artigo que afirmava que o missionário não pode mais voltar para casa porque a sua casa agora é em todo lugar e em lugar nenhum.

Quem passou anos num campo transcultural nunca mais é o mesmo. Ao retornar, frequentemente se sente mais deslocado em sua terra natal do que havia se sentido no campo.

Antonia Leonora Van der Meer confirma isso ao descrever que os missionários que retornam “com frequência se sentem confusos, exaustos, inseguros, perdidos e solitários”, vivendo o que é comumente chamado de choque cultural reverso.

O que deveria ser reintegração acaba sendo, muitas vezes, uma nova forma de solidão — a de estar fisicamente em casa, mas espiritualmente em outro mundo.

NUNCA VERDADEIRAMENTE SÓ

E, ainda assim — e aqui está o paradoxo glorioso da missão —, ao olhar para trás, posso afirmar com convicção: nunca estive verdadeiramente só. Deus me deu uma esposa maravilhosa que tem sido uma companheira fiel e corajosa em cada etapa.

O Senhor também levantou irmãos, pastores e igrejas que nos sustentaram fielmente — e ainda fazem — com oração e contribuições. Em momentos de grande necessidade, Deus providenciou pessoas certas que chegaram de formas que jamais poderíamos planejar. Não exatamente da maneira que nossa solidão exige, mas da maneira que a sua soberania provê.

Essa é uma lição que a caminhada missionária ensina de forma inegociável. A promessa de Deus é clara: “Nunca te deixarei, nunca te abandonarei” (Hb 13.5). Não é uma promessa de ausência de solidão, é a garantia de uma presença que não falha, mesmo quando tudo ao redor parece falhar.

A SEMENTE, AS LÁGRIMAS E OS MOLHOS

Há um versículo que, para mim, resume com precisão singular toda a experiência missionária: “Aquele que leva a preciosa semente, andando e chorando, voltará, sem dúvida, com alegria, trazendo consigo os seus molhos” (Sl 126.6).

A missão tem choro. Tem solidão. Tem caminhada por trilhas difíceis, literalmente e metaforicamente. Mas tem também — e esta é a certeza que sustenta tudo — a promessa firme da colheita. Uma colheita que pertence ao Senhor da seara, e que Ele garante para os que perseveram com fidelidade.

O missionário não vai ao campo porque é corajoso ou aventureiro. Vai porque foi chamado. E é nesse chamado que encontra a única companhia que verdadeiramente nunca falta: o Pai que está com ele — como esteve com Jesus — mesmo quando todos os outros voltam para casa.

quarta-feira, 11 de março de 2026

Projeto Didásko PORTUGAL - CARTA DE ORAÇÃO- MARÇO DE 2026

Alcabideche (Cascais), Portugal, 08 de março de 2026.

“Passamos por muitas provas, mas nunca fomos lançados onde não poderíamos encontrar em nosso Deus tudo de que precisávamos.” – Charles Spurgeon

Amados irmãos e companheiros na obra missionária,

Que a graça e paz de nosso Senhor Jesus Cristo vos sejam multiplicadas.

Há mais de 25 anos que, obedecendo ao chamado de Deus, saímos do Brasil pela primeira vez em direção ao campo missionário. Ao longo desses anos enfrentamos muitos desafios, mas também experimentamos grandes vitórias que o Senhor nos concedeu.

Em certo momento imaginei que, depois de tantos anos sendo provados e experimentados no campo, as coisas talvez se tornassem um pouco mais fáceis. No entanto, a realidade tem sido bem diferente. Portugal tem sido um dos campos mais desafiadores dessa caminhada.

Viemos com plena convicção de que era a direção de Deus e fizemos um planejamento cuidadoso para viver aqui e avançar com nosso projeto missionário. Contudo, pouco tempo depois veio a pandemia de Covid, e a cotação do euro subiu de forma muito acentuada, que se mantém até hoje.

Isso tornou o sustento que recebemos do Brasil bastante defasado, gerando uma série de dificuldades e limitações no dia a dia. Somado a isso, temos tido várias despesas inesperadas. Meu carro apresentou problemas novamente e preciso trocar algumas peças, o que tem um custo elevado aqui em Portugal. Além disso, com o inverno, as contas de gás e eletricidade dobraram nos últimos meses, o que torna uma situação já difícil ainda mais desafiadora.

Quando somos mais jovens, temos mais energia e espírito aventureiro para enfrentar dificuldades. Com o tempo, porém, sentimos no corpo e na alma o peso dos anos e das lutas constantes. Por isso, hoje precisamos da graça de Deus mais do que nunca. Dedicamos nossos melhores anos à obra missionária, mas muitas vezes há pouco reconhecimento.

Alguns pensam que a Europa não precisa de missionários ou que fazer missões aqui seja fácil – nada mais distante da realidade. Essa percepção equivocada resulta em descaso e até abandono. Vimos promessas não cumpridas, igrejas que deixaram de nos apoiar sem motivos claros e amizades perdidas. Nesses momentos aprendemos a valorizar ainda mais o cuidado de Deus, que nas circunstâncias mais difíceis continua nos sustentando.

Também somos profundamente gratos pelo amor e apoio fiel de tantos queridos irmãos, pastores e igrejas que permanecem conosco. Não podemos recompensá-los, mas temos convicção de que Deus fará isso, tanto nesta vida como na eternidade.

Alguns dias atrás recebi uma mensagem que trouxe grande alegria ao meu coração. Um amigo, Júlio César Laurindo, missionário no Vale do Jequitinhonha, escreveu contando que está iniciando uma nova turma do curso teológico em Angelândia. Ele disse que isso tem sido possível graças ao Curso Interdenominacional de Teologia que escrevi.

No ano passado, quase 100 alunos já se formaram, e agora, com a abertura de novos núcleos, a expectativa é alcançar cerca de 250 alunos. É uma alegria muito grande ver que o material que o Senhor me permitiu produzir está servindo para o avanço do Reino de Deus em regiões tão carentes de formação teológica.

Tenho muitos planos e o desejo sincero de continuar produzindo materiais que possam servir à igreja e à obra missionária. No entanto, para que isso seja possível, precisamos muito do apoio de mais irmãos, pastores e igrejas que possam caminhar conosco.

Por favor, orem pela saúde física, emocional e espiritual de toda nossa família, pelo avanço do nosso projeto missionário em Portugal e na Índia, por novos mantenedores para que possamos completar nosso sustento mensal e por sabedoria e direção de Deus para os próximos passos.

Somos profundamente gratos a todos os queridos irmãos, pastores e igrejas que têm nos apoiado com fidelidade. Oramos para que Deus recompense a constância e o amor de cada um, fazendo infinitamente mais do que tudo o que pedimos ou pensamos, segundo o seu poder que opera em nós (Ef 3.20).

Com gratidão,

Pr. Paulo Henrique e família
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quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026

Notícia Obra Missionária - Projeto Didásko PORTUGAL CARTA DE ORAÇÃO - FEVEREIRO DE 2026

Alcabideche (Cascais), Portugal, 14 de fevereiro de 2026.

“A vida é uma sucessão de lições que têm de ser vividas para serem compreendidas.” — Helen Keller

Amados irmãos e companheiros na obra missionária,

Que a graça e paz de nosso Senhor Jesus Cristo vos sejam multiplicadas.

A minha autorização de residência, bem como a da Alessandra e a do Lucas, já chegaram, válidas por mais três anos. Recebemos essa notícia com profunda gratidão ao Senhor, reconhecendo ser Ele quem dirige os nossos passos e sustenta cada etapa da nossa caminhada. Em meio aos desafios e incertezas, vemos claramente o seu cuidado fiel em cada detalhe, confirmando mais uma vez que nada foge ao seu controle.

Desde o início do ano, temos vivido dias marcados por chuvas quase constantes. Em muitos períodos, a chuva cai durante todo o dia e também à noite, acompanhada de vento forte e frio intenso, com raros momentos de sol para aliviar o ambiente. Essa sequência de tempestades, praticamente sem intervalo entre uma e outra, tem afetado significativamente diversas regiões, provocando inundações, quedas de árvores, deslizamentos de terra e inúmeros prejuízos materiais em várias cidades.

Em alguns locais, famílias enfrentaram transtornos, interrupções no transporte e danos em suas casas, o que tornou esse período ainda mais desafiador para muitos. Neste mês consegui concluir o novo site da SEMIPA, além de reformular o site da Igreja Baptista de Cascais e o do Projeto Didasko Portugal. Foram muitas horas de dedicação intensa, ajustes técnicos e revisão de conteúdos, sempre com o cuidado de comunicar com clareza.

O site do projeto Didasko agora está mais claro, informativo e objetivo, apresentando organizadamente a visão, os desafios e as necessidades do campo. O propósito é despertar mais irmãos para a grande carência missionária em Portugal e, ao mesmo tempo, buscar novos mantenedores que possam se unir a nós na obra do Senhor, participando ativamente daquilo que Deus está realizando aqui.

Também fui convidado a ministrar a disciplina de Seitas e Religiões no Seminário da Convenção Batista Nacional do Brasil em Portugal, ao longo das últimas cinco semanas, com quatro aulas online e uma presencial. Foi um tempo muito proveitoso e edificante.

Louvo a Deus pela oportunidade de servir nesse contexto, conhecendo novos irmãos e compartilhando experiências que fortalecem a caminhada cristã. Estudamos juntos a Palavra de Deus com seriedade e zelo, refletindo sobre os desafios atuais e buscando maior preparo para anunciar o Evangelho com fidelidade, discernimento e firmeza doutrinária diante dos erros e enganos que se levantam em nosso tempo.

Por favor, orem:
  • Pela saúde física, emocional e espiritual de toda nossa família.
  • Pelo avanço do nosso projeto missionário em Portugal e na Índia.
  • Por novos mantenedores para podermos completar nosso sustento mensal.
  • Por sabedoria e direção de Deus para os próximos passos.
Somos profundamente gratos a todos os queridos irmãos, pastores e igrejas que têm nos apoiado com fidelidade.

Oramos para que Deus recompense a constância e o amor de cada um, fazendo infinitamente mais do que tudo o que solicitamos ou pensamos, segundo o seu poder operando em nós (Ef 3.20).

Com gratidão,

Pr. Paulo Henrique e família
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sábado, 10 de janeiro de 2026

Projeto Didásko PORTUGAL - CARTA DE ORAÇÃO - JANEIRO DE 2026

Alcabideche (Cascais), Portugal, 8 de janeiro de 2026.

“Deus sempre está no controle. Esta verdade enxuga lágrimas, renova o vigor e aguça a bravura dos servos do Senhor.” — Ewerton B. Tokashiki

Amados irmãos e companheiros na obra missionária,

Que a graça e paz de nosso Senhor Jesus Cristo vos sejam multiplicadas.

Pela graça de Deus, estamos todos bem. Tenho uma boa notícia para compartilhar: a renovação da minha autorização de residência foi finalmente aprovada. Louvamos ao Senhor por isso e seguimos aguardando, com oração e confiança, a aprovação da autorização da Alessandra e do Lucas.

O inverno começou oficialmente, e as temperaturas têm estado muito baixas. O mais difícil é que, por aqui, o frio quase sempre vem acompanhado de muito vento e chuva, o que torna os dias mais rigorosos e, por vezes, desgastantes. Ainda assim, louvamos a Deus, porque Ele tem sustentado e renovado nossas forças a cada dia (Lm 3.22-23).

Além disso, o mês de dezembro foi extremamente desafiador para nós, pois o nosso carro apresentou um problema sério, e tivemos uma despesa muito elevada. Somos muito gratos a todos os irmãos que puderam nos ajudar com as ofertas de Natal, pois foi esse apoio que tornou possível pagar essa despesa inesperada.

Eu tenho trabalhado há cerca de um ano no novo Curso de Capacitação Missionária da SEMIPA, que terá 10 matérias e mais de mil páginas (em formato A4). O material está ficando tão completo que, sinceramente, é difícil até comparar com o primeiro curso que escrevi para SEMIPA em 2007. No entanto, esse tem sido um trabalho muito exigente.

Nos últimos meses, entre atividades ministeriais, estudos e a preparação do curso, tenho trabalhado intensamente, inclusive em feriados e fins de semana, algumas vezes mais de 12 horas por dia. Meu desejo era concluir tudo ainda em 2025, mas não foi possível. Ainda assim, o curso já está quase pronto. Estou na fase final de revisão e acabamento, e as duas primeiras matérias já estão fechadas. Creio que, até a metade de fevereiro, terei concluído tudo, se Deus permitir.

Todo esse trabalho tem cobrado um preço. Confesso que esse esforço contínuo tem me deixado próximo do esgotamento, tanto mental quanto físico. Desde que chegamos a Portugal, quase não tivemos tempo nem recursos para tirar férias de verdade — para sair da rotina e desligar um pouco.

Nos últimos dois anos, não tivemos nem 10 dias de férias de fato, o que não é recomendável do ponto de vista missionário, mas, como bem sabemos, querer nem sempre significa poder. Orem para que Deus renove as nossas forças e prepare todas as coisas, a fim de que possamos ter um período real de férias nos próximos meses, com tempo para descansar, sair da rotina e renovar as forças física, emocional e espiritual.

Por favor, orem:
  • Pela saúde física, emocional e espiritual de toda nossa família.
  • Pela renovação autorização de residência da Alessandra e do Lucas.
  • Pelo tratamento de saúde da Alessandra.
  • Pelo avanço do nosso projeto missionário em Portugal e na Índia.
  • Por novos mantenedores para podermos completar nosso sustento mensal.
  • Por sabedoria e direção de Deus para os próximos passos.
Somos imensamente gratos a todos os queridos irmãos, pastores e igrejas que têm nos apoiado fielmente na obra missionária. Nossa oração é para que Deus recompense a fidelidade e a constância de cada um, abundantemente, muito além do que pedimos ou pensamos (Ef 3.20).

Com gratidão,

Pr. Paulo Henrique e família
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Nossas contas pessoais (em nome de Paulo Henrique P. Cunha):
BB (Ag 33159-3 C/C 6573-0) | ITAÚ (Ag 6116 C/C 00485-1)
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quarta-feira, 10 de dezembro de 2025

Projeto Didásko PORTUGAL - CARTA DE ORAÇÃO - DEZEMBRO DE 2025

Alcabideche (Cascais), Portugal, 5 de dezembro de 2025.

“O antídoto para a frustração é a esperança, pois a esperança do crente não é incerta, mas reconhece que o que Deus prometeu irá certamente acontecer” — Grant Osborne

Amados irmãos e companheiros na obra missionária,

Que a graça e paz de nosso Senhor Jesus Cristo vos sejam multiplicadas.

O inverno ainda nem começou oficialmente, isso só acontece no dia 21, mas o frio chegou com força. Com as temperaturas muito baixas, costumo sentir ocasionalmente um leve desconforto no local onde coloquei a prótese na coluna, embora nada que limite ou impeça as minhas atividades normais.

Com a graça de Deus, seguimos firmes no nosso projeto missionário. Os desafios têm sido muitos, e algumas vezes parecem maiores do que nossas forças. Ainda assim, podemos afirmar com gratidão que “até aqui nos ajudou o Senhor” (1 Sm 7.12).

Se olhássemos apenas para as circunstâncias, facilmente desanimaríamos, porém, quando olhamos para Deus, somos renovados dia após dia. Ele usa cada etapa para nos amadurecer, e, como disse o apóstolo Paulo, o Senhor “nos conforta em toda a nossa tribulação, para podermos consolar os que estiverem em qualquer angústia, com a consolação com que nós mesmos somos contemplados por Deus” (2 Co 1.4).

Lembro-me também de uma estrofe do Hino 126 da Harpa Cristã que diz: “os mais belos hinos e poesias, foram escritos em tribulação”. Todos desejamos tempos de bonança, mas é na adversidade que vivemos muitas vezes experiências mais profundas com Deus e quando Ele nos usa de forma mais marcante e especial.

Neste mês lancei o meu quinto livro: “Sermões Expositivos no Livro de Salmos Vol. 2: Salmos 31 a 60”. Para muitos, publicar um livro é a realização de um sonho. No meu caso, nunca desejei ou planejei escrever livros, mas cada um deles nasceu de maneira natural, como resposta a necessidades específicas.

O primeiro volume de Salmos surgiu em meio à inquietação e ao medo que marcaram o início da pandemia de Covid. Naquele cenário, percebi o quanto a experiência dos salmistas podia fortalecer o povo de Deus, mostrando que a confiança no Senhor sempre é um lugar seguro (Sl 46.1).

Os livros seguintes nasceram com o mesmo propósito: despertar e encorajar os servos de Cristo a caminhar com Ele de forma mais profunda, especialmente na obra missionária. Muitos irmãos foram edificados pelo primeiro volume de Salmos, e oro para que este novo também edifique muitas vidas, fortalecendo-as na Palavra de Deus.

Além dessas obras, escrevi os cursos de Capacitação Missionária e o Interdenominacional de Teologia, este com 16 matérias e mais de 1500 páginas, utilizados por SEMIPA. Ainda assim, reconheço que nada disso procede de mim mesmo, pois, como diz Filipenses 2.13, é Deus quem opera em nós “tanto o querer como o realizar, segundo a sua boa vontade”. Se não fosse Sua graça, nada disso seria possível.

Toda honra e glória pertencem ao Senhor, que, em misericórdia, usa vasos imperfeitos — como eu — para cumprir os seus propósitos, lembrando-nos de que “temos esse tesouro em vasos de barro” para que a excelência do poder seja inteiramente dele (2 Co 4.7).

Por favor, orem:
  • Pela saúde física, emocional e espiritual de toda nossa família.
  • Pela renovação da minha autorização de residência, da Alessandra e do Lucas.
  • Pelo tratamento de saúde da Alessandra.
  • Pelo avanço do nosso projeto missionário em Portugal e na Índia.
  • Por novos mantenedores para podermos completar nosso sustento mensal.
  • Por sabedoria e direção de Deus para os próximos passos.
Somos imensamente gratos a todos os queridos irmãos, pastores e igrejas que têm nos acompanhado e apoiado na obra missionária.

Queremos aproveitar a oportunidade para desejar a todos UM FELIZ NATAL E UM ABENÇOADO ANO NOVO, repleto das bênçãos de Deus! Nosso desejo é seguir contando com o fiel e precioso apoio de todos no próximo ano. Que Deus derrame abundante graça sobre cada irmão e recompense, segundo a sua bondade, toda fidelidade e constância demonstradas ao longo deste tempo (Hb 6.10).

Com gratidão,

Pr. Paulo Henrique e família
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sexta-feira, 21 de novembro de 2025

Projeto Didásko PORTUGAL - CARTA DE ORAÇÃO - NOVEMBRO DE 2025

Alcabideche (Cascais), Portugal, 20 de novembro de 2025.

“A grandeza de uma pessoa não é determinada pela riqueza, educação ou fama, mas pelo que é preciso para desencorajá-los” — J. Falwell

Amados irmãos e companheiros na obra missionária,

Que a graça e paz de nosso Senhor Jesus Cristo vos sejam multiplicadas.

Este mês tem sido marcado por dias chuvosos, frios e cinzentos. O inverno, que aqui costuma ser longo, deixa os dias bem mais curtos e torna o dia a dia um pouco mais melancólico. Ainda assim, louvamos a Deus, porque Ele sustenta e renova as nossas forças a cada dia.

Quanto à renovação da minha autorização de residência, o processo permanece em análise há mais de um mês. Nos últimos anos, Portugal viveu um período de fronteiras amplamente abertas, especialmente para imigrantes da Índia, Paquistão e Bangladesh.

A enxurrada de imigrantes ilegais gerou uma série de problemas e levou o governo a adotar medidas cada vez mais restritivas, afetando inclusive quem já vive no país regularmente. Entre as novas exigências — ainda que não oficiais — está a contribuição para a Segurança Social (que seria o INSS no Brasil), possível somente para quem possui emprego formal ou exerce atividade autônoma devidamente regularizada.

Além disso, o custo de vida continua a subir. Alimentos, contas básicas e, sobretudo, aluguéis alcançaram valores muito altos, tornando o dia a dia ainda mais desafiador. Nesse contexto, buscamos em oração a direção do Senhor para podermos permanecer firmes em nosso propósito e continuar avançando em nosso projeto missionário em Portugal.

Há vários meses, Deus começou a despertar no meu coração o desejo de aproveitar algumas oportunidades e realizar uma formação sólida em análise e ciência de dados. Hoje compreendo que o Senhor preparava-me-me para este tempo.

Assim como Paulo trabalhou na fabricação tendas em Corinto enquanto aguardava a chegada das contribuições das igrejas da Macedônia (At 18.1-5), também desejo, com humildade, exercer um trabalho digno nas horas vagas e que não comprometa o ministério, mas que nos permita avançar em nosso projeto com responsabilidade. Paulo sempre manteve o foco missionário, mas agiu com sabedoria até que o socorro chegasse.

Para iniciar como freelancer (trabalhado autônomo), criei o site www.pcdatainsights.com, onde apresento o trabalho que envolve análise de dados, programação e desenvolvimento web.

Esse caminho não substitui o chamado missionário; ao contrário, protege o nosso projeto, fortalece a permanência em Portugal e oferece a estabilidade necessária até que o sustento esteja completo e possamos dedicar-nos exclusivamente ao trabalho do Senhor, sempre com prudência e dependência dele.

Continuo no início dessa caminhada e, mesmo sem projetos fechados, sigo confiando que o Senhor abrirá as portas necessárias no tempo certo. Uma das coisas que mais zelo é pela confiança, ética e transparência, e por isso faço questão de partilhar abertamente cada passo que damos, sempre buscando agir com integridade diante de Deus e dos irmãos.

Não recebemos apoio financeiro de Portugal, e a ajuda que vem do Brasil, embora preciosa, é limitada. Na prática, o trabalho da Alessandra tem suprido grande parte das nossas necessidades, mesmo com muitas restrições, e ela agora precisa reduzir a carga horária e iniciar um tratamento de saúde devido a dores na região cervical. 
Por isso, continuamos contando, mais do que nunca, com o precioso apoio, contribuições e orações de todos os queridos irmãos.

Por favor, orem:

* Pela saúde física, emocional e espiritual de toda nossa família.

* Pela renovação da minha autorização de residência, da Alessandra e do Lucas.

* Pelo tratamento de saúde da Alessandra.

* Pelo avanço do nosso projeto missionário em Portugal e na Índia.

* Por novos mantenedores para podermos completar nosso sustento mensal.

* Por sabedoria e direção de Deus para os próximos passos.

Somos imensamente gratos a todos os queridos irmãos, pastores e igrejas que têm nos apoiando na obra missionária. Que Deus continue abençoando grandemente e recompensando a fidelidade e constância de cada um dos queridos irmãos.

Com gratidão,

Pr. Paulo Henrique e família
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sábado, 25 de outubro de 2025

Projeto Didásko PORTUGAL - CARTA DE ORAÇÃO - OUTUBRO DE 2025

Alcabideche (Cascais), Portugal, 24 de outubro de 2025.

“No dia da prosperidade temos muitos refúgios para recorrer; no dia da adversidade apenas um.” — Horatius Bonar

Amados irmãos e companheiros na obra missionária,

Que a graça e paz de nosso Senhor Jesus Cristo vos sejam multiplicadas.

Tenho procurado usar todos os dons que Deus me concedeu, bem como os meios disponíveis, para tornar o nome de Cristo conhecido e edificar o seu povo por meio da Palavra. Uma das muitas iniciativas nesse propósito foi a criação do canal “Teologia em Missão” no YouTube e no Spotify. Estou convicto de que os dons que recebemos devem ser usados para a glória de Deus, e é isso que busco fazer. Além disso, ver vidas transformadas e firmadas na verdade do evangelho é profundamente gratificante.

Contudo, essa tarefa é exigente e, por vezes, marcada por pouco reconhecimento e apoio, o que pode gerar desânimo. Ainda assim, sigo firme pela certeza de que tudo o que faço é para Deus e para a sua glória (1 Co 10.31). Encontro ânimo também no apoio fiel de irmãos, pastores e igrejas que têm sido nossa retaguarda em oração e contribuição. Eles têm caminhado conosco nas lutas e nas vitórias, e confio que o Senhor os recompensará abundantemente, mais do que podemos pedir ou imaginar (Ef 3.20).

Nos últimos meses, enfrento um verdadeiro drama para renovar a minha autorização de residência em Portugal. Após inúmeras tentativas frustradas e até uma queixa formal no Portal “Promotor de Justiça”, o problema no sistema da AIMA foi finalmente resolvido, permitindo-me inserir o número do NISS e avançar com o pedido.

No entanto, mesmo após o pagamento, fui surpreendido com uma lista incomum de exigências documentais, muito além do habitual, incluindo comprovativos de estágio e situação excepcional — que não se aplicam ao meu caso.

Para suprir essas exigências sem fundamento, vou apresentar uma carta da igreja e o termo de aliança ministerial, confiando que, pela graça de Deus, este processo desgastante chegará a um bom desfecho. Peço que orem para que tudo se resolva quanto antes e também pela renovação da autorização de residência da Alessandra e do Lucas, que vence no próximo mês.

Por favor, orem:
  • Pela saúde física, emocional e espiritual de toda nossa família;
  • Pelos desafios espirituais de Portugal;
  • Pela melhoria das economias brasileira e portuguesa;
  • Por novos mantenedores para nos apoiarem no nosso sustento mensal;
  • Para que nosso projeto seja um instrumento eficaz de pregação, ensino, discipulado e preparo de servos fiéis para a obra de Cristo.
Somos imensamente gratos a todos os queridos irmãos, pastores e igrejas que têm nos apoiando na obra missionária. Que Deus continue abençoando grandemente e recompensando a fidelidade e constância de cada um dos queridos irmãos.

Com gratidão,

Pr. Paulo Henrique e família
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quarta-feira, 8 de outubro de 2025

Projeto Didásko PORTUGAL - QUANDO A NOITE ESCURA DA ALMA SE TORNA MANHÃ DE ESPERANÇA

Para iniciar esta semana, quero partilhar um devocional que escrevi nesta manhã. O texto completo está logo a seguir. Este mesmo devocional serve também como base para o conteúdo publicado no meu canal Teologia em Missões: o vídeo está disponível no:
Além deste, os irmãos poderão encontrar muitos outros vídeos e podcasts nas minhas plataformas. Todos os dias há um novo conteúdo preparado com carinho e propósito: segunda-feira, um devocional breve; terça, uma narrativa histórica; quarta, uma conversa e troca de ideias; quinta, uma exposição didática; sexta, uma reflexão com aplicação missionária; e sábado, uma exposição no livro dos Salmos.
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QUANDO A NOITE ESCURA DA ALMA SE TORNA MANHÃ DE ESPERANÇA

Há momentos na vida cristã onde a alma mergulha em uma escuridão tão profunda que até as promessas de Deus parecem distantes. É o que os puritanos chamavam de “a noite escura da alma”, um período em que o coração se vê cercado por confusão, medo e sensação de abandono.

Russell N. Champlin descreve essa experiência como “um tempo de temor, de dúvida ou de incerteza, que pode envolver a entrada em lugares de juízo e desespero acerca da própria existência”. Nessas horas, as orações parecem ecoar no vazio, e a fé, embora ainda viva, mostra-se frágil e hesitante.

O grande pregador Charles Spurgeon, que lutou toda a vida contra a depressão, disse: “Os homens deixam de lado seus instrumentos de júbilo quando uma pesada nuvem escurece sua alma”. Não se trata de uma simples tristeza, mas de uma prova espiritual em que o Senhor, com sabedoria e amor, conduz o crente a um deserto interior para purificar sua fé e ensiná-lo a depender inteiramente dele (1 Pe 1.6-7).

Embora Deus nunca esteja distante daqueles que nele confiam (Sl 9.10; Is 41.10), o aparente silêncio durante a noite escura torna o sofrimento ainda mais intenso. Essa escuridão, porém, não significa ausência, mas presença silenciosa e ativa (Sl 139.11-12). É o tempo em que o Senhor trabalha no secreto (Mt 6.6), lapidando o coração com instrumentos que ferem muitas vezes (Hb 12.10-11).

A dor, a angústia e o silêncio divino não são castigos, e sim meios de refinamento (Zc 13.9; 1Pe 1.6-7). Na escuridão, a fé aprende a confiar sem ver (Hb 11.1); no deserto, a alma aprende a discernir a voz suave do Espírito (1 Rs 19.12). O sofrimento, quando suportado diante de Deus, torna-se um mestre que ensina mais sobre oração, graça e amor do que mil sermões poderiam transmitir (2 Co 12.9-10).

Os santos de todas as épocas experimentaram essa noite sombria. Até o próprio Senhor Jesus, pendurado na cruz, sentiu o peso do abandono e exclamou: “Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?” (Mt 27.46). A noite escura da alma não é estranha aos justos; é, muitas vezes, o caminho pelo qual Deus os conduz, não para destruí-los, mas para amadurecê-los. Assim como a semente precisa ser lançada à terra para germinar (Jo 12.24), a fé precisa ser provada para florescer.

Mas como sair desse estado de tristeza e inquietação? A resposta é esperar com confiança em Deus. A noite escura da alma não dura para sempre. A promessa de Deus é clara: “Ao anoitecer pode vir o choro, mas a alegria vem pela manhã” (Sl 30.5). Charles Spurgeon afirmou: “A espera exercita as nossas graças; a espera prova a nossa fé; portanto, espere em esperança; pois embora a promessa demore, nunca chegará tarde demais”.

A noite chegará ao fim, o pranto não durará para sempre, e a luz da graça de Deus sempre rompe o horizonte, anunciando a chegada de um novo dia. O Senhor transforma o vale árido em manancial (Sl 84.6), o deserto em jardim (Is 35.1) e o pranto em cântico de alegria (Is 61.3). Ele não somente troca a tristeza pela alegria, mas transforma a própria dor em bênção — o amargo torna-se doce, o luto se converte em dança e cada ferida passa a contar uma história de graça e fidelidade (Sl 30.11; Rm 8.28; 2Co 1.3-4).

A noite escura, portanto, é o prelúdio da manhã. O cristão pode chorar, mas não se desespera; pode tropeçar, mas não cai (2 Co 4.8-9); pode ser provado, mas jamais é abandonado (Hb 13.5). A alegria que vem do Senhor não é passageira nem superficial (Fp 4.4), mas fruto maduro de uma fé que aprendeu a confiar no escuro. Quando amanhece e a alma reconhece que Cristo esteve presente o tempo todo (Mt 28.20), a dor cede lugar à gratidão, e o silêncio, ao louvor (Sl 30.11-12).

Talvez você esteja vivendo a sua própria noite escura da alma. Se assim for, lembre-se: Deus continua presente, mesmo quando parece distante (Sl 139.7-12; Hb 13.5). Recordar a bondade e a fidelidade do Senhor no passado é o melhor remédio para a tristeza do presente e a incerteza do futuro (Lm 3.21-23; Sl 77.11-12).

A fé pode travar longa batalha contra o medo e o desânimo, mas ela sempre tem a última palavra, porque a esperança triunfa sobre o desespero (Rm 8.24-25; Hb 11.1). Como disse Elisabeth Elliot, “a fé não elimina os receios, mas sabe onde depositá-los”.

Deus recolhe cada lágrima (Sl 56.8), sustenta cada passo (Sl 37.23-24; Is 41.10) e permanece fiel, ainda que a fé vacile (2 Tm 2.13). Espere um pouco mais. A alegria vem pela manhã, e ela vem do Senhor.