O nobre exército de mártires foi, na verdade, reforçado por muitas pessoas vindas da formosa capital da África romana, e Vívia Perpétua, que se convertera pouco tempo antes, foi uma dessas.
Era uma senhora casada, de 22 anos de idade, de boa família e bem educada, mãe de uma criança, que a esse tempo era ainda de colo.
Seu pai era pagão, amando-a ternamente, e, quando a agarraram e levaram-na para a prisão, procurou por todos os meios fazê-la voltar para o paganismo.
Um dia em que ele tinha sido mais eloquente do que costumava nas suas diligências, ela, mostrando-lhe um jarro que estava perto, disse: "Meu pai, veja este vaso; pode, porventura, dar-lhe um nome diferente daquele que tem?"
"Não", disse ele.
"Pois bem", disse Perpétua, "também eu não posso usar outro nome que não seja o de cristã".
A estas palavras, o pai voltou-se para ela, colérico; esbofeteou-a e então retirou-se, e durante alguns dias não lhe tornou a aparecer.
Durante esta audiência, batizou-se ela, juntamente com mais quatro jovens, um dos quais era seu irmão, e então começou a perseguição a pesar mais sobre ela, pois foi lançada com seus companheiros na masmorra comum.
Não havia luz, e quase se asfixiava pelo calor e pela aglomeração de gente.
Continua.
KNIGHT, A. E.; ANGLIN, W.. História do Cristianismo. 3. ed. Teresópolis: Casa Editora Evangélica, 1955. 404 p.

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