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1 Sm 2.6
Duas palavras, dois termos gregos que se referem a movimentos opostos.
Catábase significa “descida”.
Anábase significa “subida”.
Na mitologia e na literatura clássica, catábase descreve a descida ao submundo, o reino dos mortos.
Já a anábase é a rota de volta ao mundo dos vivos, como visto nas histórias de heróis que descem ao inferno para depois retornar.
O tema é usado para descrever ciclos de declínio e ascensão, tanto em narrativas mitológicas quanto em conceitos psicológicos e espirituais.
Para ilustrar a catábase, vemos a jornada ao submundo ou mundo dos mortos.
Exemplos incluem as jornadas de Odisseu (no livro 11 da Odisseia), Dante na Divina Comédia e Orfeu em busca de Eurídice.
Já na anábase, temos o caminho de volta do submundo ou de um estado inferior para o mundo dos vivos.
Como exemplos, o título da obra de Xenofonte, “Anábase”, descreve a marcha de um grupo de mercenários gregos.
Mas, diferente dos mitos gregos e das obras literárias, em Jesus não há ficção: a catábase e anábase se tornaram realidade.
Na catábase, Ele morre e desce à sepultura.
Anábase, Ele ressuscita, glorioso e vencedor.
A obra de Jesus confirma o texto de 1 Sm 2.6: “O Senhor é o que tira a vida e a dá; faz descer à sepultura e faz tornar a subir dela”.
A vida de Jesus expõe o poder de Deus e mostra não haver limites para Ele.
A sepultura não será o destino do servo de Deus.
Isso não é uma promessa de ausência de morte física, e sim da vitória sobre ela.
Com isso, ainda que a morte venha, Ele pode nos fazer ressurgir vitoriosamente e ainda nos levar ao céu!
Bom dia.









