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Jo 3.17
O ódio é um sentimento conflitante na mente humana, e psicólogos, de Freud aos mais modernos, apontam para sua origem no medo e na recusa de confrontar a si.
Em artigos científicos sobre a mente humana e emoções, vemos que psicólogos indicam que o ódio vem do medo, de ser obrigado a olhar para dentro de si e lidar com todos os traumas, com a própria história.
É o “vencer a si e seus medos”.
Isso cria um senso de ameaça constante, combatido instintivamente com o ódio.
É essa a origem do chamado Paradoxo do Ódio.
Você precisa odiar o mundo o suficiente para mudá-lo, mas amá-lo o suficiente para considerá-lo digno de mudança.
Por que, então, esse paradoxo não se aplica a Deus?
A resposta revela a Sua magnitude.
Ele não odeia o mundo que criou.
Ele não odeia as criaturas que criou.
Também não odeia a junção de ambos num “ecossistema físico-espiritual”.
O “ódio de Deus” é sua aversão ao pecado e sua consequência é a Ira Divina.
Ele não quis mudar o mundo impositivamente, mas, por ser Seu amor o maior de todos, Ele oferece a oportunidade de mudança para quem quiser.
Um dia, sim, mudará o mundo.
Não pela maldade de sua criação; ela foi criada “boa”, mas pela contaminação de sua criação com pecado.
O que ele fará, tudo novo e agradável será, sem pecado.
Novos céus e nova terra não nascem do ódio pelo que é imperfeito agora.
Eles são a manifestação do desejo de um mundo sem o pecado e seus efeitos nocivos.
Deus é esse que quer o melhor para o homem.
Todavia, nem sempre o homem aceita o melhor de Deus.
Bom dia.






