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segunda-feira, 1 de julho de 2019

Autêntico

"Sonda-me, ó Deus, e conhece o meu coração; prova-me, e conhece os meus pensamentos. E vê se há em mim algum caminho mau, e guia-me pelo caminho eterno."
Sl 139.23,24

Deus é o único que sabe quem você é!

Pessoas só podem observar nossa "casca", o que somos por fora. Aí é fácil parecer algo que não é.

O Senhor sonda o coração de todo aquele que se propõe a louvar o seu nome, independente da forma como o louvor for apresentado, Deus estará a sondar o coração de quem o propor a fazê-lo.

Na atualidade ter um "aspecto de adorador" está sendo mais buscado do que o "ser um adorador".

O visual descolado, palavras de efeito e mantras teológicos são parte da imagem do "adorador moderno".

Como será então que homens como os puritanos adoravam a Deus? Como a igreja avivada do século XVI chegava ao trono da graça de Deus sem os tão disputados "itens do folclore gospel" da atualidade?

Será que os apóstolos faziam orações especiais e forma de mantra para que as pessoas ficassem repetindo até um éctase carnal?

Jesus testemunhou a respeito da predileção por Deus em encontrar verdadeiros adoradores que o adorem em espírito e em verdade (Jo 4.23,24).

A autenticidade pode ser alcançada por meio de uma consciência que Deus não quer palavras bonitas, mas vazias, não gritos e estardalhaço, mas sincera contrição.

Não existe adorador que não leia a Bíblia, que não frequente cultos de doutrina e que não vá a escola Bíblica.

É da Bíblia que vem o conhecimento daquilo que Deus quer e a forma de adora-Lo. Sem Bíblia como será ministrado o louvor?

Deus quer adoração e não show.

sábado, 15 de setembro de 2018

Realmente é necessário?

Sei que cada um tem o direito de fazer o que quiser com seu próprio dinheiro. Essa gestão é muito pessoal e tem haver com cultura, tradições familiares entre outros fatores influenciadores.

Entretanto, nosso Evangelho dado por Jesus prega a simplicidade e humildade.

E o por que desse assunto encontra-se no fato de que o mundo tem ditado as pessoas o que vestir e o quanto pagar.

Um imenso consumismo instaurado alicia as pessoas a se tornarem possuidoras do que não precisam e não querem! Pasmem! Compramos o que não precisamos ou não queremos apenas por influência da mídia.

É, devemos tomar cuidado com o que colocamos diante de nossos olhos e com o que ouvimos.

Se não houver limites, não haverá como controlar o ego. Com o ego inflado o eu se torna senhor no lugar de Jesus. Cuidado!!!

Deixar a sua humildade por uma "brusinha" como muitos têm feito, não é o que o seu Senhor quer de você.

Jesus não ostentou em momento algum mesmo tendo todo o poder. Por qual motivo você ostentaria alguma coisa?

domingo, 11 de março de 2018

Devocional do Dia - O mais depravado de todos

"Tinha Manassés doze anos de idade, quando começou a reinar, e cinqüenta e cinco anos reinou em Jerusalém. E fez o que era mau aos olhos do Senhor, conforme às abominações dos gentios que o Senhor lançara fora de diante dos filhos de Israel. Porque tornou a edificar os altos que Ezequias, seu pai, tinha derrubado; e levantou altares aos Baalins, e fez bosques, e prostrou-se diante de todo o exército dos céus, e o serviu. E edificou altares na casa do Senhor, da qual o Senhor tinha falado: Em Jerusalém estará o meu nome eternamente. Edificou altares a todo o exército dos céus, em ambos os átrios da casa do Senhor. Fez ele também passar seus filhos pelo fogo no vale do filho de Hinom, e usou de adivinhações e de agouros, e de feitiçarias, e consultou adivinhos e encantadores, e fez muitíssimo mal aos olhos do Senhor, para o provocar à ira. Também pôs uma imagem de escultura do ídolo que tinha feito, na casa de Deus, da qual Deus tinha falado a Davi e a Salomão seu filho: Nesta casa e em Jerusalém, que escolhi de todas as tribos de Israel, porei o meu nome para sempre. E nunca mais removerei o pé de Israel da terra que destinei a vossos pais; contanto que tenham cuidado de fazer tudo o que eu lhes ordenei, conforme a toda a lei, e estatutos, e juízos, dados pela mão de Moisés. E Manassés tanto fez errar a Judá e aos moradores de Jerusalém, que fizeram pior do que as nações que o Senhor tinha destruído de diante dos filhos de Israel. E falou o Senhor a Manassés e ao seu povo, porém não deram ouvidos. Assim o Senhor trouxe sobre eles os capitães do exército do rei da Assíria, os quais prenderam a Manassés com ganchos e, amarrando-o com cadeias, o levaram para Babilônia. E ele, angustiado, orou deveras ao Senhor seu Deus, e humilhou-se muito perante o Deus de seus pais; E fez-lhe oração, e Deus se aplacou para com ele, e ouviu a sua súplica, e tornou a trazê-lo a Jerusalém, ao seu reino. Então conheceu Manassés que o Senhor era Deus. E depois disto edificou o muro de fora da cidade de Davi, ao ocidente de Giom, no vale, e à entrada da porta do peixe, e ao redor de Ofel, e o levantou muito alto; também pôs capitães de guerra em todas as cidades fortificadas de Judá. E tirou da casa do Senhor os deuses estranhos e o ídolo, como também todos os altares que tinha edificado no monte da casa do Senhor, e em Jerusalém, e os lançou fora da cidade. E reparou o altar do Senhor e ofereceu sobre ele sacrifícios de ofertas pacíficas e de louvor; e ordenou a Judá que servisse ao Senhor Deus de Israel. Contudo o povo ainda sacrificava nos altos, mas somente ao Senhor seu Deus."
2 Cr 33.1-17

O rei israelita Manassés era o tipo de pessoa que não se chama para uma festa.

Ele era a personificação de tudo o que de ruim havia contra Deus e contra os homens, pior, ele conduziu toda a nação ao erro junto com ele.

A irá levantada contra ele foi tão grande que Deus moveu os assírios para o retirar do poder.

Uma vez em cárcere, lembrou ele do Deus de seus pais que ele tanto havia contradito.

Ele súplica arrependido por misericórdia, Deus por sua​ misericórdia ao ver seu real arrependimento, atende-lhe o clamor.

Deus o restitui e o abençoou e Manassés passou a segui-lo de coração.

Não existe nenhum perdido que não possa ser restaurado por Deus.

Bom dia.

sábado, 24 de fevereiro de 2018

A Brecha da Atualização

Atualização: Ação de atualizar. Estado do que é atual, presentemente.

"Tu, porém, permanece naquilo que aprendeste, e de que foste inteirado, sabendo de quem o tens aprendido, e que desde a tua meninice sabes as sagradas Escrituras, que podem fazer-te sábio para a salvação, pela fé que há em Cristo Jesus."
2 Tm 3.14,15

Quando damos lugar para a atualização deixamos o padrão estabelecido por Deus, para andar por caminhos tortuosos!

O que a Bíblia nos ensina?

1) Andar nas veredas antigas.
Jr 6.16 - "Assim diz o Senhor: Ponde-vos nos caminhos, e vede, e perguntai pelas veredas antigas, qual é o bom caminho, e andai por ele; e achareis descanso para as vossas almas; mas eles dizem: Não andaremos nele."
2) Deixar as veredas antigas é prejudicial.
Êx 23.2 - "Não seguirás a multidão para fazeres o mal; nem numa demanda falarás, tomando parte com a maioria para torcer o direito."
3) Os caminhos do Senhor são aplainados.
Ez 18.29 - "Contudo, diz a casa de Israel: O caminho do Senhor não é direito. Porventura não são direitos os meus caminhos, ó casa de Israel? E não são tortuosos os vossos caminhos?"
4) O nosso caminho deve ser ponderante.
Pv 4.26 - "Pondera a vereda de teus pés, e todos os teus caminhos sejam bem ordenados!"
5) Não declinar nem para direita, nem para a esquerda.
Pv 4.27 - "Não declines nem para a direita nem para a esquerda; retira o teu pé do mal."
6) Mudar os marcos antigos será um trabalho sistematizado do anticristo.
Dn 7.25 - "E proferirá palavras contra o Altíssimo, e destruirá os santos do Altíssimo, e cuidará em mudar os tempos e a lei; e eles serão entregues na sua mão, por um tempo, e tempos, e a metade de um tempo."
7) Conservemos, pois, a sã doutrina ainda que alguém diga:
Quadrados
Atrasados
Desatualizados
Continua.

sábado, 3 de dezembro de 2016

O que é para você...

OFERTA?
"Oferta é o ato de oferecer, doar algo; um oferecimento; a ação de oferecer alguma coisa por um preço determinado. A oferta está relacionada com a disponibilidade de algo ou alguma coisa, quando há vagas ou produtos para serem oferecidos, ofertados."
Muitos relacionam a palavra "oferta" com a palavra "dinheiro", alguns até com muito dinheiro. A visão deturpada e até pejorativa que o termo carrega vem de heresias como a teologia da prosperidade.

Nela o fiel "compra" a bênção de Deus, negocia e determina que Deus o abençoará por sua disponibilidade em dar o que pode e o que não pode. Isso é uma grande falácia!

Hoje tripudiam sobre o tema dizendo que quem frequenta uma igreja vai dar "dinheiro para pastor", "dar para a igreja", isso é coisa de gente que realmente não conhece a Bíblia e nem o Deus que dizem que servem. A Igreja na terra tem mais de dois mil anos e não será o seu dinheiro que á fará parar de crescer. Não vou focar aqui nessa questão, fica para um outro dia.

Poderíamos nos debruçar sobre os termos e suas raízes do hebraico, grego, AT, NT, poderia mas, o foco não é esse tipo de esclarecimento, está cheio de sites, livros, vídeos, podcasts, etc. falando dessa parte técnica.
Com isso, o conceito de ofertar por satisfação, agradecimento, reconhecimento e honra foi subvertido. Não reconhecem mais o Criador como digno de louvor.
O louvor de Abel agradou, pois foi dado o melhor que ele tinha. Na bíblia os sacrifícios mais contundentes da terra para o céu foram aquele em que o objeto da oferta foi o melhor possível em cada situação.

Simples ofereceram grandes e verdadeiros sacrifícios. Grandes e poderosos ofereceram patéticos e invisíveis sacrifícios. Deus sempre procurou na terra que o reconhecesse, o aceitasse e o adorasse. Essa é a base da verdadeira oferta.

Oferta para Deus também é o seu tempo! Quanto nós temos ofertado a Deus do nosso dia, da nossa semana, da nossa vida? Será que são somente os cultos? Ou nem isso?

O entendimento aqui é que Deus é merecedor de adoração, por mais que eu fale, por mais que não creiam, Ele é o único digno de louvor.

Ofertar, tributar, render a glória devida, honrar é dar o melhor que você pode e de maneira sincera, sem barganha, sem expectativa de receber algo em troca.

Que possamos ser sinceros para com nós mesmos e reconhecermos quem Deus é.

"Que darei eu ao Senhor, por todos os benefícios que me tem feito?"
Sl 116.12

Pense nisso, só nos resta adorar!

quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Os Livros Bíblicos - Antigo Testamento

37. Ageu (“festivo”):

Para quem foi escrito este livro?
Para os judeus que voltaram do exílio.

Por quem foi escrito (autor)?
Ageu.

Em qual momento histórico?
Quando o Templo estava sendo reconstruindo.

Por que este livro foi escrito?
Porque o povo de Deus interrompeu a reconstrução do Templo por mais de 15 anos devido à oposição externa e desencorajamentos internos (essa interrupção revelava, na verdade, uma indiferença para com a preciosa presença de Deus).

Para quê este livro foi escrito?
Para trazer ao povo a esperança de que Deus renovaria as promessas da sua aliança com Israel quando o trouxe de volta do cativeiro da Babilônia (e a reconstrução do Templo era parte importante dessa renovação).

domingo, 9 de outubro de 2016

Devocional do Dia - Religião

"Porém Samuel disse: Tem porventura o Senhor tanto prazer em holocaustos e sacrifícios, como em que se obedeça à palavra do Senhor? Eis que o obedecer é melhor do que o sacrificar; e o atender melhor é do que a gordura de carneiros."
1 Sm 15.22

Do latim religare ou religionem, ou seja, religar, agir com precisão, ter contato novamente, entre outros significados.

A religião não é o fim, mas o meio pelo qual chegamos a uma divindade.

Um sistema de regras e condutas, que se o foco for cumprir a religião, ao invés de agradar o se supremo, ela é em vão.

Saul quis corrigir seu erro com artifícios que a Lei dava, mas o profeta é claro "obedecer é melhor do que sacrificar".

A religião feita para satisfação do homem não agrada a Deus.

Obediência a Palavra de Deus ainda é mais valioso do que jejuns, rezas, orações, penitências e tantos outros meios. Deus não pode ser comprado.

Voltemos ao Evangelho, ao básico.

Bom dia.

quarta-feira, 5 de outubro de 2016

Os Livros Bíblicos - Antigo Testamento

25. Lamentações (Prantos sobre Jerusalém):

Para quem foi escrito este livro?
Para os judeus que estavam no exílio babilônico.

Por quem foi escrito (autor)?
Jeremias.

Em qual momento histórico?
Logo após a queda de Judá e envio dos sobreviventes para o exílio babilônico.

Por que este livro foi escrito?
Porque o povo de Deus precisava de alguma forma lidar com a questão da destruição da nação.

Para quê este livro foi escrito?
Para declarar que a ira de Deus contra seu povo foi justa; e, para defender os profetas que predisseram esta catástrofe.

quarta-feira, 10 de agosto de 2016

Insatisfação Humana

"O cobiçoso cobiça o dia todo, mas o justo dá, e nada retém."
Provérbios 21.26

Nunca estamos satisfeitos com nada.

O homem é um ser ingrato devido ao pecado. Mas crê na culpa de Deus pela sua situação.

Somos cobiçosos e insatisfeitos, pois quando de nossa criação, Deus o Criador, colocou tudo do bom e do melhor sob a tutela de Adão.

Ele tinha tudo em fartura e abundância, assim era o Jardim do Éden, um lugar de delícias e bençãos.

Contudo, como sabido é, a entrada do pecado no mundo pelo mesmo Adão inicia um processo degenerativo na criação.

Esse processo atinge animais, plantas, ciclos e ecossistema. Tudo foi tirado da ordem pelo pecado e ao Homem foi tirado o direito de ter tudo o que quisesse.

Por isso desse sentimento egoísta de ter tudo o que vê, possuir tudo que os olhos contemplam. É uma herança do privilégio que possuíamos.

Que possamos buscar sua justiça para viver a bênção de poder abençoar a outros.

Buscar o contentamento naquilo que Deus nos permite alcançar é a chave para viver uma vida cada dia mais livre de frustrações.

domingo, 31 de janeiro de 2016

Negócios na Casa de Deus

"É lícito vender e comprar no interior do templo?"

A pergunta responde-se a si mesma, uma vez que o próprio Jesus denominou o templo Casa de oração.

Na ocasião em que os vendedores de aves e animais para o sacrifício o faziam no interior do Templo, Jesus os reprovou e alicerçou a sua reprovação virando as mesas dos cambiadores.

Embora a venda fosse lícita e a troca de moeda estrangeira pela nacional fosse justa, o local é que não era apropriado. 

Sabiamente, nossos templos têm lugares especiais para a venda de livros, discos, objetos úteis aos irmãos e cantina onde os que moram mais longe e permanecem mais tempo a serviço da Casa de Deus possam fazer lanches, sendo também essa uma forma de contribuir para a obra do Senhor, quando essas vendas não se transformam em usura e proveito próprio de quem as faz.

Tudo tem seu tempo e espaço.

Temos também de tomar cuidado que "vendas" neste contexto que estamos falando é a questão de coisas deste mundo. Hoje muitos tem "vendido" objetos "ungidos" enganando os que não leem e nem conhecem a Palavra.

Devemos ler a Palavra para que possamos entender estes sinais que não encaixam com o evangelho.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

O que é a Apologética? Parte 2

Tornou-se costumeiro usar a palavra apologia para se referir ao esforço ou uma obra específica em defesa da fé. Uma apologia pode ser um documento escrito, uma palavra ou discurso, ou até mesmo um filme. Os apologistas desenvolvem as suas defesas da fé cristã em relação a questões científicas, históricas, filosóficas, éticas, religiosas, teológicas ou culturais.

Nós podemos distinguir quatro funções para a apologética, ainda que nem todos concordem que ela envolva estas quatro funções. Apesar dessas opiniões, todas as quatro funções foram igualmente importantes na apologética, e cada uma delas foi defendida por grandes apologistas cristãos ao longo da história da igreja.

A primeira função pode ser chamada de justificativa ou prova, e envolve a organização de argumentos filosóficos, bem como evidências científicas e históricas em favor da fé cristã. O objetivo dessa função é desenvolver um caso positivo a favor do Cristianismo, como um sistema de crenças que deve ser aceito. Filosoficamente, isso significa extrair as implicações lógicas da visão de mundo cristão, de modo que possam ser vistas claramente e contrastadas com visões de mundo alternativas.

A segunda função é a defesa. Essa função é a mais próxima ao uso que o Novo Testamento e o início do Cristianismo fazem da palavra apologia, defendendo o Cristianismo contra a abundância de ataques desferidos contra ele em cada geração pelos críticos de variados sistemas de fé. Essa função envolve o esclarecimento da posição cristã, devido a mal-entendidos e más interpretações; a resposta a objeções, críticas ou perguntas de não cristãos; e, de modo geral, o esclarecimento de quaisquer dificuldades intelectuais que os não crentes declaram impedir para que eles venham à fé.

A terceira função é a refutação de crenças opostas. Essa função trata de responder aos argumentos que os não cristãos apresentam para respaldar as suas próprias crenças. Muitos apologistas concordam que essa refutação não resiste por si só, uma vez que provar que uma religião ou filosofia não cristã é falsa não equivale a provar que o Cristianismo seja verdadeiro. Ainda assim, essa é a função essencial da apologética.

A quarta função é a persuasão. Com isso, não queremos meramente convencer as pessoas de que o Cristianismo é verdadeiro, mas persuadi-las a aplicar essa verdade às suas vidas. Essa função trata de trazer os não cristãos ao ponto de engajamento. A intenção do apologista não é meramente vencer uma discussão intelectual, mas persuadir as pessoas a confiarem a sua vida e o seu futuro eterno ao Filho de Deus, que morreu por elas.

Continua no próximo post.

quarta-feira, 11 de novembro de 2015

CURIOSIDADES BÍBLICAS


JORNADAS E VIAGENS


Viajar nos dias bíblicos  era bem difícil, e nunca um prazer.

Quando as pessoas viajavam era em virtude de assuntos do governo, negócio ou necessidade .

Os viajantes que estavam em viagens de negócio eram protegidos (At 23.31) e os ricos negociantes que podiam fazer esta despesa mandavam outros em caravanas para substituí-los.

Eles tinham que aceitar um risco controlado no sentido de as mercadorias chegarem e voltarem em segurança.

Paulo resume (2 Cr 11.20,26) os problemas enfrentados em suas viagens: " Em viagens muitas vezes, em perigos de rios, em perigo de salteadores, em perigo dos da minha nação, em perigo dos gentios,  em perigo na cidade, em perigo no deserto, em perigos no mar.

Os perigos eram tão grande que as pessoas punham suas vidas em ordem antes de iniciar uma viagem.

Era mais seguro ficar em casa ou, caso uma viagem fosse absolutamente necessária, viajar em grupo.

O grupo de doze discípulos não era apenas uma questão de amizade ou ensino; era uma necessidade.

O mesmo poderia ser dito para o grupo de peregrinos que viajou para Jerusalém quando Jesus tinha doze anos, grupo suficientemente grande para que Maria e José o encontrasse em curso de um dia (Lc 2.44 ).


Pr Donizeti (Um servo do Senhor Jesus a serviço do reino de Deus)



quinta-feira, 23 de julho de 2015

USOS E COSTUMES DOS TEMPOS BÍBLICOS


A fortaleza central

Em algumas cidades foram construídas  um castelo central com residência do rei e como derradeiro meio de defesa para o restante da população, caso os muros externos fossem penetrados.

Onri parace ter feito isso na cidade de Samaria ( I Rs 16:24).

A Acra, Palácio de Herodes e o Castelo Antônia  eram construções deste tipo em Jerusalém.

Um templo também podia ser usado como defesa.

A Torre de Siquém parece ter sido deste tipo ( Jz 9.46).

Quando Jerusalém caiu diante dos exércitos romanos em 70 d.C. , o templo serviu de ultima defesa.

Tornou-se prática comum acrescentar muros adiciomais  na área do castelo, a fim de ter "uma cidade alta" e "uma cidade baixa"

Próxima postagem- suprimento de agua.


Pr Donizeti (Um servo do Senhor Jesus a serviço do reino de Deus)

domingo, 8 de março de 2015

USOS E COSTUMES DOS TEMPOS BÍBLICOS


AS RUAS DA CIDADE
Nos dias do Antigo Testamento, as ruas começavam no mercado. Eram tão estreitas que as pessoas tinha de andar por elas em fila indiana. As casas eram construídas umas contras as outras e a "rua" era o espaço que sobrava. Vilelas estreitas saíam igualmente das ruas, a fim de dar acesso às áreas que ficavam atrás das casas (Pv 7.8). 
Esse sistema criou uma rede tão complexa que era praticamente  impossível para um recém-chegado chegar sozinho a algum lugar. As ruas não eram calçadas e ficavam entulhadas de lixo - tijolos de barro, fragmentos de cerâmico, e refugo - um monte no geral mais alto do que o nível do chão das casas.
Durante o inverno todo o sistema se transformava num verdadeiro pântano e no verão o mau cheiro obrigava as pessoas a trabalhar fora da cidade (veja Sl 18.42); Is 10.6). Não é de admirar que uma das delícias da cidade da Nova Jerusalém seja o seu calçamento (Ap 21.21).
Em vistas das ruas serem tão estreitas e escuras, além das esquinas peculiares, as cidade se tornaram centros de violência (Sl 10.8) e cães, selvagens como lobos, vagavam por elas. Davi ouvia os cães latindo à noite (Sl 29.6) e Jesus sabia que eles viriam comer as migalhas debaixo da mesa (Mt 15.27; Lc 16.1). Os cães não eram populares. O preço de um cão jamais constituía uma oferta monetária (Dt 23.18) e chamar uma pessoa de cachorro era um insulto (Ap 23.15).
As cidade construídas pelos gregos e romanos, em contraste, tendiam a ser bem planejadas e com ruas calçadas. As praças se formavam onde havia cruzamento de ruas importantes e muitas praças foram construídas na frente do prédios públicos. Cesaréia, o por construído pro Herodes, para levar os romanos à Judéia, tinha uma rua principal, com lojas de cada lado, além de banhos e teatros. 
As cadas eram construídas em blocos de quatro e havia prédios importantes de administração e lazer. Antioquia, que Paulo escolheu como sua base, tinha até iluminação pública nas ruas. Surge então a pergunta sobre a razão de tamanho contraste. Como razão básica podemos dizer que, quando os judeus começaram suas construções, eles o fizeram poucos grandes construtores entre eles do tipo de Salomão, Onri e Acabe.


Pr. Donizeti (Um servo do Senhor Jesus a serviço do reino de Deus).

domingo, 1 de março de 2015

USOS E COSTUMES DOS TEMPOS BÍBLICOSO


O MERCADO

O mercado geralmente ficava junto à porta e estava ligado a ela (At 16.19). Os aldeãos levavam seus produtos para vender no mercado e comerciantes de outras partes do país expunham nele as suas mercadorias. Ficava geralmente aberto todos os dias da semana (veja Ne 10.31), pois na ausência de refrigeração as pessoas precisavam comprar alimentos diariamente.

Havia outros"dias de mercado" especiais e ocasiões quase festivas quando chegava uma caravana. Em muitas portas não era permitido entrar com veículos ou até camelos, e o carregador era quem levava então as mercadorias ao mercado. Jesus usou os grandes pesos transportados pelos carregadores como uma ilustração do peso do legalismo que os advogados colocavam sobre o povo de sua época, sem levantar um dedo para ajudá-los (Lc 11.46). Paulo pode ter tido a mesma prática em vista quando nos disse para levar as cargas uns dos outros (Gl 6.2).

O mercado era geralmente um lugar movimentado e alegre, pois havia muita gente circulando nele. Era, portanto, um lugar onde discursos e ensino público podiam ser feitos (At 17.17), e onde os desempregados iam na esperança de conseguir trabalho (Mt 20.3). As casas que rodeavam o mercado serviam muitas vezes para veicular as novidades (Lc 12.3) e para os artesãos trabalharem e venderem seus produtos. O forno público era colocado em algum lugar dessa área.

Pr. Donizeti (Um servo do Senhor Jesus a serviço do reino de Deus).

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

USOS E COSTUMES DOS TEMPOS BÍBLICOS


A PORTA
Parte 3

Ambos os tipos de porta tornaram possível que os defensores fizessem súbitas incursões contra o inimigo.

As portas eram pesadamente defendidas e providas de torres para servir como postos de vigia. Em 2Samuel 18.24-26, Davi estava sentado entre as duas portas em Maanaim, e a sentinela na torre pôde ver um mensageiro que vinha correndo dar as notícias da batalha contras as forças de Absalão.

As portas se tornaram ainda mais aperfeiçoadas quando os dois pares de portas foram postos em ângulo de 90º uma em relação à outra, de modo que os soldados atacantes tinham de fazem uma volta. 

As portas eram arranjadas de maneira que os inimigos tivessem de virar para a esquerda. Isso expunha aos defensores na parte de cima o seu flanco direito, que não estavam coberto pelo escudo.


Pb. Donizeti (Um servo do Senhor Jesus a serviço do reino de Deus).

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

USOS S COSTUMES DOS TEMPOS BÍBLICOS


ARADURA


A aradura e o plantio era em geral uma unica operação.

O grão era espalhado por meio de um cesto aberto e reabastecido de um saco  amarrado no lombo de um jumento.

Eram necessário cerca de treze quilos de semente para meio acre, embora os babilônicos tivessem inventado uma distribuidora primitiva de sementes que estava em uso em alguns lugares e economizava mais sementes.

As semente eram então plantadas para que as aves não as comessem (Mt 13.4).

Este método de plantar sublima a parábola do semeador em Mateus 13, onde havia um caminho endurecido e espinhos aguardando o semeador.

O arado era feito com dois pedaços de madeira unidos em forma de T.

A parte horizontal do T formava o cabo para dirigir o arado e a extremidade pontuda para quebrar  a superfície do solo.

A seção  vertical do T era presa ao julgo colocado sobre o pescoço dos animais.

O julgo era simplesmente um pedaço de madeira colocado sobre o pescoço de um par de animais e mantido no lugar por duas varas verticais que descia de cada lado do pescoço dos animais e eram amarradas por baixo ( veja Jr 28.13).

Bois eram usados quando possível, e se era um touro tinha que ser castrado.

A lei proibia a mistura de animais, como um boi e um jumento (Dt22.10), certamente por haver um puxão desigual que causaria sofrimento ao animal mais fraco.

A regra proibindo a associação entre crentes e incrédulos em II Cr 6.14  ("Não vos prendeis a um julgo desigual com os infiéis") não era simplesmente exclusivista, mas baseava-se na experiencia   do sofrimento que poderia ser causado.

A quantidade de terra que um par de bois podiam arar por dia tornou-se uma medida padrão (I Sm14.14; Is 5.10).

Nos primeiros dias da agricultura, a extremidade aguçada do arado não passava de uma madeira  pesada e pontuda.

Um grande avanço foi quando o cobre veio a ser derretido e feito uma lamina que era colocado sobre esta ponta de madeira.

Um avanço ainda maior foi feito quando os filisteus introduziram o uso do ferro na terra, mesmo que isso significasse que os judeus tinham que mandar afiar as relhas de seus arados por filisteus (I Sm 13.20).



Pb Donizeti (Um servo do Senhor Jesus a serviço do reino de Deus)

quinta-feira, 8 de maio de 2014

As vezes queremos ...


... usar algo que não serve para nós!

"Pensai nas coisas que são de cima, e não nas que são da terra;"
Colossenses 3.2

terça-feira, 8 de abril de 2014

USOS E COSTUMES DOS TEMPOS BÍBLICOS


A MEDICINA NOS DIAS DE JESUS

Quando Jesus nasceu, a atitude em relação à medicina era portanto hesitante. Marcos 1.32-34 parece indicar que a doença era um grande problema. As enfermidades incluíam a lepra, problemas de alimentação e poluição (disenteria, cólera, febre tifoide, beri-beri (hidropsia), cegueira (por causa do excesso de pó) surdez e doenças que causavam paralisia. A epilepsia e outras desordens nervosas se achavam também presentes (Referência a essas moléstias pode ser encontrada em 2 Samuel 12.15; 1 Reis 17.17; 2 Reis 4.20; 5.1-14; Daniel 4.33).

Ao observar essa situação, vemos que os judeus continuavam hesitantes quando aos médicos. Eles acreditavam que havia uma ligação entre a doença e o pecado (Jo 9.2) e citavam frases como "Médico, cura-te a ti mesmo" (Lc 4.23). Mas, apesar de tudo isso, toda cidade tinha obrigação de ter um médico (sendo essa a razão da  mulher com hemorragia poder consultar vários deles, Mc 5.26) e havia sempre um médido no templo para cuidar dos sacerdotes que pegavam doenças por causa do seu hábito de andar descalços. Marcos não tinha claramente os médicos em bom conceito (veja acima, Mc 5.26).

A atitude de Jesus não contradisse o Antigo Testamento. Ele parecia considerar a doença como resultado da atividade maligna de Satanás neste mundo e que, como tal, devia ser combatida. Todavia, Jesus não acreditava que a doença fosse necessariamente resultado do pecado do indivíduo. Isso fica claro em João 9.2-4a, se mudarmos a pontuação da sentença: "E, passando Jesus, viu um homem cego de nascença. E seus discípulos lhe perguntaram, dizendo: Rabi, que pecou, este, ou seus pais, para que nascesse cego?" Jesus respondeu: "Nem ele pecou nem seus pais; mas foi assim para que se manifestem nele as obras de Deus".

Jesus aceitou o fato de que algumas enfermidade eram devidas à possessão demoníaca e tratou delas nessa conformidade (por exemplo, Mt 12.27), mas Ele não tratou todas as doenças por esse método. Foi essa atitude para como as moléstias que acelerou a aceitação dos médicos entre os cristãos da primeira igreja. Lucas acompanhou Paulo em suas viagens na condição de médico (Cl 4.14). Ele era, naturalmente, um médico grego, e na Grécia a medicina se desenvolvera de forma considerável.

Depois de ensinados por Hipócrates, os médicos faziam um juramento de que a vida do paciente vinha em primeiro lugar, que eles nunca abusariam das mulheres, que nunca fariam deliberadamente abortos e que jamais revelariam informações confidenciais. Havia uma grande escola de medicina em Alexandria.

Poucos judeus tinham, portanto, probabilidade de se tornarem médicos, mas geralmente apreciavam os serviços desses profissionais apesar das muitas apreensões.


Pb. Donizeti (Um servo do Senhor Jesus a serviço do reino de Deus). 

sexta-feira, 4 de abril de 2014

USOS E COSTUMES DOS TEMPOS BÍBLICOS


PROFISSIONAIS DE SAÚDE

Os judeus tinham promessa de saúde se obedecessem às leis de Deus (Êx 15.6). Eles receberam também várias leis com relação à saúde (descanso e relaxamento regulares, comida adequada, evitar a água contaminada, regras para o casamento, limpeza, separação das doenças contagiosas), as quais, quando seguidas, promoviam um alto nível de boa saúde.

Quando as leis eram desobedecidas, a doença surgia (Dt 28.60,61). Ninguém chamava um médico e os que recorriam a eles eram criticados por contrariarem a vontade de Deus. Isso aconteceu ao rei Asa 2Crônicas 16.12. O procedimento correto no caso de doença era a oração a Deus (Nm 21.7; 2Rs 20; 2Cr 6.28-30; Sl 6; 107.17-21).

No entanto, a atitude em outros países era diferente. No Egito e na Babilônia, a doença era considerada como resultado da atividade de espíritos malignos e os médicos chamados para agir contra ela. Embora o trabalho dos médicos fosse às vezes uma espécie de prática da magia, eles também promoveram a cirurgia e o desenvolvimento da medicina mediante o uso de ervas. Havia até leis controlando o trabalho desses profissionais. O Código de Hamurabi dizia que se um homem operasse o olho de outro usando uma lanceta de cobre e perdesse a vista, o olho do médico deveria ser também arrancado com uma lanceta de cobre.

Os egípcios eram hábeis em cirurgia craniana. Eles perfuravam orifícios no crânio, para "deixar sair o espírito maligno", mas ao fazer isso aliviavam a pressão interna, o que levava algumas à cura; em Laquis havia também essa prática. Os egípcios eram igualmente adeptos da odontologia, e alguns dos fenícios tinham dentes de ouro.

Apesar da atitude teológica dos judeus, grande parte da atitude das nações vizinhas parece tê-los influenciado. Em nível popular, as pessoas parecem ter usado amuletos para afastar os maus espíritos e havia médicos, como sabia o rei Asa. Êxodo 21.9 parece indicar o uso de uma muleta quando um membro estava machucado e Ezequias fez um emplastro para tratar seu furúnculo (2Rs 20.7).

Quando o livro de Jó foi escrito, o comportamento estava mudando, porque um dos pontos importantes do livro é que a doença de Jó não resultou do pecado. No segundo século antes de Cristo, o livro de Eclesiástico diz que embora Deus seja o médico, Ele dá dons de cura aos homens. Isaías disse que a condição de Judá exigia purificação, curativos e unguento (Is 1.6); vinho misturado com mirra era usado para tirar a dor (Mt 27.34); as raízes de mandrágora eram consideradas como servindo para ajudar a concepção (Gn 30), e as parteiras eram conhecidas durante todo o período bíblico (Êx 1.15; Ez 16.4).


Pb. Donizeti (Um servo do Senhor Jesus a serviço do reino de Deus).