Sl 90.12. Ensina-nos a contar os nossos dias, para que alcancemos corações sábios.
Pela dificuldade que é viver, o salmista se faz aluno diante do Senhor para empreender a velocidade certa com estabilidade, buscando se proteger das impotências, com as quais se depara em seu “trajeto pela vida”.
Para isso, há que se aplicar um propósito básico: constantes conversas com o Senhor e com o seu coração.
É por isso, que considero importante destacar alguns conselhos práticos para relembrar e alinhavar com laços fortes a nossa relação com Deus.
Os desastres ensinam mais que os êxitos.
Eles nos impõem a humildade necessária para redesenhar nossas vidas e projetos com perseverança (Tg 1.12).
A luta não pode ser o final da história, mas somente uma parte dela.
Não se confine num momento de turbulência, porque o sofrimento é passageiro.
A reverberação que ele provoca não deve ser motivo para o ponto final e, sim, para uma vírgula na sua história de vida (Fp 3.14).
Valorize o tempo presente por mais simples que lhe pareça.
Os saudosistas criam o melhor passado, os futuristas o melhor futuro.
Consequentemente, eles passam pela vida buscando-a entre esses pólos, aos quais estão presos, e nunca degustam a qualidade de vida do Senhor Jesus, que é presente e traz contentamento (Fp 4.10-13).
- Não coloque expectativa em excesso sobre as pessoas, circunstâncias e objetos. Essa atitude se responsabilizaria por suprir todas as lacunas da alma, que somente serão preenchidas pela ponte que consegue conectá-lo (a) a Deus, Jesus (Fp 4.7).
Viver perguntado para a vida o que ela pode te oferecer é egocentrismo.
Viver para Jesus é abnegação e altruísmo que anula toda visão de possessão, barganha e utilitarismo (Lc 10.27, 28).
Não faça das memórias uma lata de lixo.
Ou seja, não acumule mágoas, ressentimentos ou vinganças, porque isso te levaria a uma prisão espiritual e repressão existencial que lhe faria reagir sempre com retraimentos defensivos em todo relacionamento (Mt 5.24-26).
Quem gasta com o supérfluo, sentirá falta do essencial.
Em plena era do consumismo patrocinado pelo capitalismo , em que uma das divindades é o cartão de crédito, o dinheiro se tornou onipotente para resolver tudo chegando a quase transformar pessoas em marionetes manipuladas por essa onipotência.
O discurso diz: cada um tem o seu preço.
Com isso, a escravização gerada pelo crédito fácil, pelas propagandas influentes, faz gerar dívidas que se avolumam de maneira infinita.
Isso, certamente, comprometerá a renda para as questões básicas (Mt 6.33).
A semeadura é voluntária, mas a colheita é obrigatória.
Muitas vezes semeamos a má semente, por causa da compulsão, intuição, do descontrole, preconceito etc.
Mas o que não consideramos é que, tudo o que semearmos, colheremos, querendo ou não.
Por isso, cuidado para não embaraçar-se ainda mais nesse “novelo” tentando resolver problemas que você mesmo se causou (Gl 6.7).
Se negligenciar o tempo, o tempo te denunciará.
Vida mal administrada, assim como o dinheiro, o tempo também não leva desaforo para casa.
Ele revelará para as pessoas como você viveu e usufruiu os anos, meses, semanas, dias, horas, minutos e segundos da sua existência (Pv 21.17).
Valorize-o e ele será um aliado seu a ponto de não deixar que sua vida se perca na história, mesmo no além.
Em síntese: tema a Deus e ande em seus caminhos (Pv 12.13), porque o temor desencadeará a inteligência espiritual, que levará o ser humano à maturidade psíquica, por causa da resolução e resgate que a imagem de Deus provoca no indivíduo.
Inútil é viver somente com a inteligência terrena e não com as revelações divinas.
Afinal, nossos míseros anos nesta dimensão estão em contraste com a infinita eternidade na presença d’Aquele que nos predestinou a isso (Jo 14.3). Viva em Deus e serás sábio
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