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sábado, 26 de dezembro de 2020

Meu Substituto

Por James Simpson, descobridor do Clorofórmio.

"Quando menino, ainda na escola, vi, certa ocasião uma cena que nunca esquecerei: um homem amarrado a uma carreta e arrastado, aos olhos do povo, pelas ruas de minha cidade natal; de suas costas escorria o sangue das chagas produzidas pelo azorrague.

Era um castigo vergonhoso. Por muitos delitos? Não, por um só.

Ofereceu-se algum dos seus concidadãos para dividir consigo as chibatadas? Não.

O que cometeu o delito, teve de suportar só o castigo. Era o castigo de uma lei transitória, porque foi a última vez que foi aplicada.

Quando estudante, na universidade vi outra cena de que não me esquecerei jamais: um homem condenado à morte. Seus braços se achavam amarrados, seu rosto com a palidez da morte.

Milhares de olhos o espreitavam ao emergir ele da prisão, que se achava à vista.

Ofereceu-se alguém para morrer em seu lugar?

Aproximou-se dele um amigo, para tirar-lhe a corda do pescoço, e dizer-lhe: "ponha ao redor do meu, eu morrerei em seu lugar"? Não? Ele sofreu a sentença da lei.

Por muitos delitos? Não; só por um, o de roubar.

Ele violou a lei em um só ponto e por causa disso morreu. Era a pena, também nesse caso, de uma lei humana, transitória.

Foi o último caso de condenação à pena de morte por um delito dessa espécie.

Ainda vi outra cena, que nunca esquecerei: vi a mim mesmo, um pecador, à beira do castigo eterno, no lago de fogo.

Por causa de um só pecado?

Não, mas por causa de muitos, muitos pecados cometidos contra as imutáveis leis de Deus.

Eu olhei de novo, e eis que Jesus, se tornou meu substituto. Ele carregou sobre Seu corpo, no Calvário, todo o castigo por causa do meu pecado.

Ele morreu na cruz, para que eu pudesse viver na glória. Ele sofreu - o Justo pelo injusto - para conduzir-me a Deus. Ele me remiu da maldição da lei. Eu pequei e me achava condenado ao castigo eterno. Ele suportou o castigo e eu me livrei do mesmo.

A lei de Deus exigia uma retidão perfeita que nunca possuí. Outra vez olhei para Ele, e verifiquei que Cristo é o fim da lei para todo aquele que crê. A lei exigia pureza imaculada, e eu me achava manchado pelo pecado.

Novamente olhei para Ele, que nos amou e nos lavou de toda mancha de pecado, em Seu próprio sangue.

Eu era um filho de Satanás, um filho da maldição, mas a quantos O receberam, deu Ele o direto de se tornarem filhos de Deus, sim, a todos quantos crêem em Seu nome.

Eu encontrei Nele não só meu substituto, mas também o suprimento pleno para toda as necessidades da minha vida.

Anseio por vos anunciar este Salvador, porque, debaixo do céu, não há nenhum outro nome mediante o qual possamos ser salvos."

sexta-feira, 28 de agosto de 2020

Os helenistas e os hassidim (parte 2)

O rei greco-sírio- que desejava estabelecer a paz no império mediante centros culturais gregos-decidiu ir além disso no caso dos judeus e tentou eliminar a oposição ao helenismo, eliminando o próprio judaísmo.

Os governantes judeus concordaram em tese com isso. 

Aceitaram um sumo sacerdote chamado Jasão, que construiu um ginásio na cidade e encorajou os jovens a usarem roupas gregas.

Depois da revolta dos macabeus, quando houve necessidade dos reis-sacerdotes entrarem num compromisso político com os sírios, os governantes helenistas continuavam numa posição de poder e influência.

O povo comum, entretanto, reagiu fortemente contra o processo de helenização.

Eles criam que as idéias gregas estavam corrompendo sua fé religiosa e, de acordo com seu conservadorismo inato, rejeitaram instituições como o ginásio, jogos e trajes gregos.

Acreditavam também que os jovens estavam sendo atraídos para o estilo de vida decadente da Grécia.

segunda-feira, 3 de agosto de 2020

USOS E COSTUMES DOS TEMPOS BÍBLICOS

Agrupamentos sociais e políticos 

Os helenistas e os hassidim

Os helenistas e os hassidim se separaram durante o período da cultura grega, quando os gregos controlavam o país.

Após a conquista do leste por Alexandre o Grande, deve ter provavelmente havido forte influência grega sobre Israel.

O assentamento de soldados gregos, o uso do idioma grego e a ênfase no estilo de vida e diversões dos gregos levaram à apropriação do pensamento e idéias provenientes da Grécia.

A civilização grega não havia levado a uma conquista e cultura sem precedentes?

Desde que os líderes dos povos entraram em contato com os governantes gregos em Antioquia da Síria, e desde que tinham riqueza suficiente para subornar esses governantes para que lhes dessem apoio armado quando necessário, as autoridades de Israel passaram geralmente a aceitar o modo de vida grego.

Um ponto crítico para o povo judeu foi quando apoiou os reis greco-egípcios contra os greco-sírios na esperança de obter alguma independência.

domingo, 2 de agosto de 2020

USOS E COSTUMES DOS TEMPOS BÍBLICOS

Os Samaritanos
Final

Existem diferenças explícitas para a hostilidade entre judeus e samaritanos no Novo Testamento (Jo 4.9,33).

Jesus esforço-se para salientar o lado bom dos samaritanos (Lc 17.16), mas Ele mesmo seguiu a tradição judaica e não passou geralmente por Samaria quando viajava da Galileia para a Judéia.

A rota normal dos judeus que não queriam contaminar-se era cruzar o rio Jordão em Bete-Seã (ao norte) e Jericó (ao sul), viajando pela margem oriental do rio (Lc 18.31,35).

Muitos samaritanos se tornaram cristãos (At 8.25).

sábado, 1 de agosto de 2020

USOS E COSTUMES DOS TEMPOS BÍBLICOS

Os Samaritanos 
Parte 6

Pelo menos alguns samaritanos se apegaram à crença tradicional de que Moisés havia escondido os vasos sagrados na montanha, pois em 36 d.C. um samaritano reuniu uma multidão no monte com a promessa de que lhes mostraria os vasos.

O grupo inteiro foi massacrado por Pôncio Pilatos.

Por causa da diferença de credo, existia forte desconfiança religiosa entre os que adoravam no monte Gerizim e os que adoravam no templo restaurado em Jerusalém.

Em 128 a.C., um dos reis amorreus judeus (João Hircano) capturou Siquém e destruiu o templo.

Entre 6 e 9 d.C. um grupo de samaritanos profanou o templo de Jerusalém durante a Páscoa, espalhando ossos no local.

sexta-feira, 31 de julho de 2020

USOS E COSTUMES DOS TEMPOS BÍBLICOS

Os Samaritanos 
Parte 5

Numa época subsequente, parece ter havido um grupo de samaritanos que, tendo sido impedido de adorar Javé em Jerusalém, e desejando dissociar-se das lutas internas contínuas, retiraram-se para estabelecer um ponto de adoração em Siquém (veja Jo 4.19,20), centralizando no Monte Gerizim, que tivera grande importância na história e religião do povo judeu (Dt 11.29; Js 8.33).

Um templo foi construído no Monte Gerizim e uma fé distinta desenvolveu-se gradualmente.

Os samaritanos aceitaram os cinco livros de Moisés em sua própria língua como autoridade (o Pentateuco Samaritano) e essa posição foi refletida no seu credo: Só há um Deus; Moisés foi seu profeta e voltará um dia como Taheb ("restaurador", algumas vezes chamado "Messias"; veja Jo 4.25); haverá um Dia do Juízo, e o Monte Gerizim é o lugar apontado por Deus para o sacrifício.

O último elemento era o décimo mandamento do Decálogo no Pentateuco Samaritano (1 Jo 4.20).

quinta-feira, 30 de julho de 2020

USOS E COSTUMES DOS TEMPOS BÍBLICOS

Os Samaritanos 
Parte 4

Toda a velha antipatia entre o Norte e o Sul reviveu.

Esses sentimentos eram de longa data, reportando-se ao tempo em tempo em que as doze tribos haviam ocupado originalmente o país montanhoso de Canaã depois do Êxodo.

As tribos do norte se separaram das do sul mediante uma linha de fortaleza cananitas, e quando Davi tornou-se rei, ele devia reinar sobre dois reinos unidos,e não sobre um único reino.

Quando o reino de Davi e subsequentemente o de Salomão foi dividido entre seus sucessores, a divisão antiga seguiu a antiga linha histórica.

Os samaritanos foram considerados não só inimigos políticos, como também um povo impuro, cuja presença contaminaria os judeus que haviam voltado recentemente do exílio (veja Ne 13.23-30).

quarta-feira, 29 de julho de 2020

USOS E COSTUMES DOS TEMPOS BÍBLICOS

Os Samaritanos 
Parte 3

Alguns indivíduos do Reino do Norte - que não haviam sido levados para o exílio - adoravam em Jerusalém onde eram bem recebidos (2 Cr 35.17), e esse vínculo continuou quando a cidade de Jerusalém foi destruída pelos babilônios (Jr 41.5).

Quando o império persa sucedeu o babilônio e foi permitido aos judeus que restaurassem a sua religião - o templo eventualmente os muros de Jerusalém - a recepção por parte dos samaritanos foi mista.

Alguns quiseram ajuntar-se à obra para que a adoração de Javé pudesse ser renovada (Ed 4.2), mas foram fortemente rechaçados pelos exilados que voltaram, os quais consideravam os samaritanos impuros por causa da natureza sincretista da sua religião.

Outros samaritanos ficaram alarmados com a ideia de Jerusalém estar sendo reconstruída, pois a cidade sempre fora rival de Samaria.

Esses samaritanos fizeram todo o possível para impedir a reconstrução de Jerusalém (Ne 4.1,2).

terça-feira, 28 de julho de 2020

USOS E COSTUMES BÍBLICOS

Os Samaritanos 
Parte 2

As coisas porém não deram muito certo - o número de animais selvagens aumentou na região numa taxa alarmante, causando a morte de muitas pessoas.

Os recém-chegados acreditavam que esses ataques significavam que eles não estavam adorando o Deus de Samaria da maneira adequada.

Um dos sacerdotes no exílio foi enviado de volta para ensinar a fé judia e ele estabeleceu um santuário religioso em Betel.

Como resultado, formou-se uma religião sincretista entre a adoração de Javé e a adoração dos deuses locais dos novos governantes de Samaria (2 Rs 17.25-34).

segunda-feira, 27 de julho de 2020

USOS E COSTUMES DOS TEMPOS BÍBLICOS

Os Samaritanos

Os Samaritanos tomaram o nome da cidade de Samaria, capital do Reino do Norte de Israel, a partir do período dos reis Onri e Acabe (1 Rs 16.24).

A cidade de Samaria foi destruída pelos assírios em 721 a.C, cerca de 27.000 pessoas das classes governantes e dos artesãos mais hábeis foram deportados para a Assíria e dispersos (2 Rs 17.24).

Como parte da política assíria, a liderança da cidade passou a outros povos vassalos, a fim de que a falta de comunicação com os trabalhadores locais, combinada com a gratidão que os novos administradores sentiam pelos assírios por dar-lhes uma posição de autoridade resultassem numa situação estável e pacífica.

sábado, 25 de julho de 2020

USOS E COSTUMES DOS TEMPOS BÍBLICOS

Agrupamentos sociais e políticos

Embora muitos não adotem uma "linha partidária" específica, seja em religião ou política,outros se tornam membros de um grupo de pressão ou um partido político e se envolvem nele.

Isso aplicava à vida nos tempos bíblicos, tanto no período em que os judeus voltavam do exílio na Babilônia e reconstruíram o templo de Jerusalém, como nos dias em que Jesus viveu.

A fim de compreender os agrupamentos do Novo Testamento, temos de fazer um retrospecto dos eventos que tiveram lugar após a queda de Jerusalém e o Exílio em 586 a.C.


LEIA AGORA A SUA BIBLIA

O azulejo partido

Apocalipse 2.17

Cristo diz ao anjo da igreja de Pérgamo: "Ao que vencer ... dar-lhe-ei uma pedra branca, e na pedra um novo nome escrito, o qual ninguém conhecerá senão aquele que o recebe"

Essa afirmação pode ser uma alusão a uma prática comum entre amigos.

Um azulejo era partido pelo meio e um dos amigos escrevia o seu nome numa das metades e o outro na outra.

As duas metades eram então trocadas.

No geral os pedaços eram passados de pai para filho.

Mostrar a metade de um azulejo à pessoa que possuía a outra metade, mesmo anos mais tarde, era garantia de amizade e honestidade.

sexta-feira, 24 de julho de 2020

LEIA AGORA A SUA BÍBLIA

O copo d'água

Marcos 9.41

Uma das primeiras coisas feitas para o convidado era dar-lhe um copo de água fresca para beber.

Isso representava um penhor de amizade (Eliezer, servo de Abraão, ficou à espera do oferecimento de um copo d'água para indicar que teria boa acolhida Gn 24.17,18).

Quando Jesus disse: "Porquanto qualquer que vos der a beber um copo d"água, em meu nome, porque sois discípulos de Cristo", Ele estava afirmando que se empenharmos nossa amizade a alguém por causa de Cristo, não perderemos o nosso galardão.

quinta-feira, 23 de julho de 2020

LEIA A SUA BÍBLIA AGORA

O levita e sua concubina

Juízes 19-21

Esse é um dos dois apêndices ao livro de Juízes que ilustra o caos espiritual em que o povo caíra.

O livro trata de um período em que as doze tribos de Israel estavam unidas em sua lealdade a Javé - relacionamento esse chamado de anfictionia.

Quando o levita voltava com a concubina para casa, eles pararam em Gibeá - território da tribo de Benjamim - a fim de procurarem um lugar onde passar a noite, mas a casa foi invadida e a mulher sequestrada e assassinada por sucessivos estupros.

A divisão do corpo da mulher em pedaços representou um chamado para as doze tribos se reunirem no santuário central.

Ficou claro para a assembléia que a atitude dos homens de Gibeá não era apenas luxúria, mas uma afirmação de independência por parte de toda a tribo de Benjamin.

Benjamim queria retirar-se da anfictionia.

Em vista das tribos crerem que a proteção de Deus dependia da sua lealdade mútua, eles agiram drasticamente contra essa exibição de independência.
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Glossário
  • Anfictionia - Anfictionia é um vocábulo muito raro, cujo significado é pouco conhecido. Consultando um dicionário, vemos que é "o direito de ser representado numa assembleia".

quarta-feira, 22 de julho de 2020

LEIA AGORA A SUA BÍBLIA


Entrada nos aposentos das mulheres

Juízes 4.17-22

A história é geralmente contada como um exemplo da traição de Jael, pois quando um inimigo estava descansando numa tenda, supunha-se que estivesse completamente seguro.

Porém, pode haver mais na história do que parece a princípio, e provavelmente não conhecemos todos os detalhes.

O hóspede numa tenda dormia na varanda, e nunca tinha permissão para entrar dentro dela, onde ficavam as mulheres.

A invasão desse espaço era castigada com a morte.

A intimidade feminina era muito rígida para as próprias mulheres e ainda mais para qualquer homem que fosse.

Uma invasão desse "espaço feminino" era extremamente mal visto pela sociedade como pela própria religião dos hebreus.

segunda-feira, 20 de julho de 2020

LEIA AGORA A SUA BÍBLIA

Remoção dos sapatos

Êxodo 3.5, Quando alguém entrava numa casa, era costume tirar os sapatos, porque de outro modo o pó das ruas e caminhos não pavimentados iria contaminar a casa.

Se o assoalho era coberto por tapetes, estes ficariam arruinados.

A remoção dos sapatos era, portanto, marca de consideração e respeito e, desde que não se pode mostrar menos repeito a Deus, tirar os sapatos era um sinal de respeito para com Ele.

Essa prática continua nos lugares de adoração muçulmanos na sociedade contemporânea.

domingo, 19 de julho de 2020

USOS E COSTUMES DOS TEMPOS BIBLICOS

Entretenimento

Durante e depois dos cursos da refeição era promovido entretenimento na forma de leitura de poesias e prosa, assim como música e dança (Am 6.4-6).

A dança era geralmente individual - homens e mulheres ainda não dançavam juntos na época - e ocasionalmente havia uma exibição como uma performance numa casa de espetáculos (Mc 6.22).

Pode ter sido essa razão de ser possível às pessoas do local assistirem o que estava acontecendo.

Foi provavelmente desse modo que a mulher que derramou unguento no pé de Jesus conseguiu aproximar-se dEle (Lc 7.37).

Essas ocasiões eram fartamente iluminadas,de modo a poderem ser vistas nitidamente da escuridão exterior.

Ser atirado do aposento iluminado para a escuridão poderia levar ao desespero e, portanto, ao "ranger de dentes" (Mt 8.12; 22.13; 25.30).

Quando a diversão terminava e a mesa era tirada, havia um período longo para as conversas.

Histórias tradicionais eram contadas de memória.

As fofocas locais eram outro aspecto da conversa, e havia advertência suficientes na Bíblia contra elas (Mt 12.36; Ef 5.4) para reconhecermos que se tratava de uma ocorrência frequente.

Ditados proverbiais eram também compartilhados.

As despedidas se prolongavam o mais possível,pois uma vez aceita a hospitalidade, constituía uma ofensa retirar-se cedo, como se a visita não tivesse sido suficientemente agradável (veja Jz 19.5-10).

sábado, 18 de julho de 2020

USOS E COSTUMES DOS TEMPOS BÍBLICOS

Refeição formal
Parte 3

Isso permitia que os servos lavassem os pés dos convivas enquanto continuavam a banquetear-se.

Jesus estava, portanto,provavelmente usando um divã num triclínio quando seus pés foram lava-dos (Lc 7.46).

O arranjo do triclínio significava que, embora fosse relaxante, não tornava as conversas necessariamente fáceis.

Quando a pessoa queria falar com alguém à sua esquerda, era preciso inclinar-se para trás e quase deitar-se a fim de falar.

A pessoa iria, portanto, "reclinar-se" sobre o "peito" de alguém (Jo 13.23-25; veja também Lc 16.22).

Nas refeições formais havia um "aperitivo", feito de vinho diluído com mel. Seguia-se então o curso principal da refeição, chamado cena.

Essa era composta de três cursos arranjados em bandejas ricamente decoradas.

Os convidados comiam com os dedos, exceto quando sopas, ovos ou frutos do mar eram incluídos,em cujo caso usavam colheres.

Não havia garfos.

Finalmente vinha uma sobremesa de bolo e frutas.

Podendo começar agora a ter uma ideia do que Marta estava tentando fazer e porque e porque Jesus disse que "só uma" coisa era "necessária" (Lc 10.42).

O hóspede mais honrado recebia alimento-simbolo do hospedeiro. Um pedaço de pão era molhado na comida e usado como colher.

A "colher de pão" e seu conteúdo eram colocados na boca do convidado especial.

Era o "bocado". Foi isso que Jesus deu a Judas durante a Última Ceia (Jo 13.26), representando um apelo final e amoroso feito a ele.

quarta-feira, 15 de julho de 2020

USOS E COSTUMES DOS TEMPOS BIBLICOS

Festas
Parte 2

Quando o hóspede tinha uma tarefa a cumprir, a qual o hospedeiro talvez não aprovasse, era necessário falar sobre ela antes da refeição começar (Gn 24.33).

Uma aliança de paz feita numa refeição assim era um pacto (Js 9.14,15) e, portanto, a refeição era um meio de reconciliação (Gn 31.53,54).

Foi provavelmente por isso que Jesus apareceu a seus discípulos depois da crucificação e come com eles; era um meio de reassegurá-los de que mesmo que tivessem falhado em relação a Ele, sua amizade com eles continuava a mesma (Lc 24.30; 24.41-43; Jo 21.9).

As festas religiosas eram também grandes ocasiões sociais.

Depois de feito um sacrifício que se achava queimando no altar.

Eles estavam literalmente fazendo uma refeição com Deus como sinal de paz (Dt 12.5-7).

O convite para uma festa formal nos dias do Novo Testamento seguiu um procedimento estabelecido.

Os convites eram sempre duplos. Inicialmente,era de praxe recusar um convite formal (Não terei condições de ir; Não sou digno).

Depois, os convidados eram instados, até que aceitassem o convite (Lc 7.36; 14.23; At 16.15).

Mais tarde, chegava a mensagem avisando que a refeição estava pronta (Et 5.8; 6.14).

segunda-feira, 13 de julho de 2020

USOS E COSTUMES DOS TEMPOS BÍBLICOS


Festas

As refeições eram uma parte importante da hospitalidade.

Quase qualquer motivo era desculpa para uma festa - o desmame de uma criança, a chegada de um hóspede e, com toda certeza, os aniversários.

Isso porque a vida e a alimentação são no geral coisas tediosas e monótonas, explicando porque a palavra hebraica para "festa" é a mesma que para "beber" - eles queriam divertir-se!

Quando um amigo chegava à meia -noite e o anfitrião não tinha alimento para satisfazer as necessidades dele, acordava insistentemente o vizinho e lhe pedia comida, não só porque o vizinho era amigo, mas porque a obrigação de oferecer uma refeição a um hóspede era muito grande naquela cultura (Lc 11.8).

As refeições eram um aspecto importante da amizade.

Comer na companhia de alguém era estar em paz com ele (Gn 26.28-30).

O sal tinha uma função particular como parte da refeição, "Comer sal" era estar em paz - talvez porque ele curasse ferimentos (Mc 9.50); quando Jesus nos diz para sermos "salgados", ele está então nos dizendo para estarmos em paz com outros).

Continua ...