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quarta-feira, 22 de maio de 2019

Vasilhas emprestadas

"Então disse ele: Vai, pede emprestadas, de todos os teus vizinhos, vasilhas vazias, não poucas."
2 Rs 4.3

Se observarmos essa história temos um detalhe peculiar e tão atual como jornal de amanhã.

Elias falou para a mulher ir até os vizinhos e pedir emprestado vasilhas para o milagre que estava a caminho.

Mas imagine, e se a mulher não tivesse um bom relacionamento com seus vizinhos, como ela iria conseguir muitas vasilhas para o seu milagre?

Parece algo tão banal na leitura corrida do texto, mas foi algo de vital importância para a grandiosidade do milagre que o profeta tinha para fazer.

A quantia de vasilhas seria grande e era necessário um bom relacionamento com muitas pessoas ao entorno de sua casa.

Como anda o nosso relacionamento com as pessoas que estão ao nosso redor? Será que se fossemos nós a pedir muitas vasilhas, conseguiríamos uma grande ou uma pequena quantidade?

Aquela mulher conseguiu, deu-nos um grande exemplo indiretamente para buscarmos em nossas vidas.

Ser alguém em quem as pessoas confiariam "emprestar-nos" algo que fosse de valor para elas.

Roguemos ao Senhor que nos mostre onde sermos melhores, nos mostre como perdoar, nos mostre como ser bênção para outros para sermos uma bênção para nós mesmos.

Muitas vasilhas, como vai ser?

segunda-feira, 29 de maio de 2017

Evangelizar e Discipular

"Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-os a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos. Amém."
Mt 28.19,20

Se você se sente regenerado, abençoado e perdoado, é justo que queira que outras pessoas conheçam o mesmo Deus que te beneficiou.
Mt 10.8 - "Curai os enfermos, limpai os leprosos, ressuscitai os mortos, expulsai os demônios; de graça recebestes, de graça dai."
At 10.42 - "E nos mandou pregar ao povo, e testificar que ele é o que por Deus foi constituído juiz dos vivos e dos mortos."
Não é só pregar, mas também tratar do seu pupilo.
Hb 5.13,14 - "Porque qualquer que ainda se alimenta de leite não está experimentado na palavra da justiça, porque é menino. Mas o mantimento sólido é para os perfeitos, os quais, em razão do costume, têm os sentidos exercitados para discernir tanto o bem como o mal."
Não é só encher um lugar de pessoas (evangelismo), mas transforma-las pelo ensino da Palavra (discipulado) que obtermos uma Igreja sadia, sem distorções, sem aberrações eclesiásticas e com a presença do Espírito Santo.

Todo bom ganhador de almas sabe que precisa cuidar de cada um de seus "filhos na fé".

sábado, 10 de dezembro de 2016

Magia apotropaica

Mão de hamsa, amuleto contra o mau-olhado
para os adeptos do judaísmo e do islamismo.
"Mas, se andarmos na luz, como ele na luz está, temos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus Cristo, seu Filho, nos purifica de todo o pecado."
1 João 1.7

Magia apotropaica é o mecanismo de defesa que a superstição ou pseudociência atribuída a certos atos, rituais, objetos ou frases estereotipadas, que consiste em afastar o mal ou protegê-lo espíritos malignos ou de uma ação de magia negra.

Os ritos apotropaicos são ações sagradas com que os seres humanos procuram adquirir uma defesa eficaz contra o mal. Estes incluem o uso de poder mágico de sangue, como em alguns rituais usados até hoje.

O instinto de sobrevivência faz com que alguns atos instintivos que não têm explicação racional aparente, como matar um inseto ou uma aranha para fugir de certas situações. Os vestígios apotropaicos são impulsos instintivos que acabaram resultando em certo tipo de evolução e seleção natural.

Determinados gestos são considerados apotropaicos pela antropologia cultural: fazer figa (o gesto do polegar ou no meio entre a palma da outra mão) para rejeitar o mau-olhado, bater na madeira, cruzar os dedos, dizer 'amém' para rejeitar o mal presságio de um espirro (mesmo se esta exclamação é usada como uma forma de cortesia quando alguém espirra), evitar certos animais ou números, e assim por diante.

Os romanos cortavam as mãos de um potencial suicida para o defender e proteger de um espírito maligno. Além disso, certos objetos são muitas vezes considerados formas de proteção: amuletos ou talismãs, tais como olho de tigre, de hórus, trevo de quatro folhas, pé de coelho, gárgulas, algumas estátuas medievais como as sheelas na gigs, grandes falos, mão de hamsa, Aegishjalmr e etc...

Alguns símbolos da arquitetura, como a cruz, flor de lis, cabeças sem corpo e anjos desempenham um papel protetor. Além disso, as gárgulas teriam o efeito apotropaico para defender a pureza da água e suprimentos, e os leões dos monumentos e tumbas são defensores de caráter não enterrados ou comemorados. Certas plantas como o louro, e algumas árvores na entrada de templos e casas e demais propriedades, servem para afastar o mau agouro, mal olhado, inveja, assaltos, espíritos e tudo aquilo que possa fazer mal a propriedade ou a família.

A gama simbológica de símbolos protetores mostra a necessidade do ser humano em fisicamente atuar no espiritual.

Os cristãos tem o sangue de Cristo que age de maneira inversa, ele age no espiritual e reflete no físico. O sangue vertido na cruz é a forma mais eficiente de purificação e identificação tanto no mundo físico como no espiritual.

terça-feira, 6 de dezembro de 2016

Os Livros Bíblicos - Antigo Testamento

39. Malaquias (“meu mensageiro”):

Para quem foi escrito este livro?
Para os judeus que voltaram do exílio.

Por quem foi escrito (autor)?
Malaquias.

Em qual momento histórico?
Quando o Templo e os muros estavam sendo reconstruindo.

Por que este livro foi escrito?
Porque o povo estava profanando a aliança nos seus relacionamentos conjugais, sociais e econômicos.

Para quê este livro foi escrito?
Para o povo entender a importância e a autoridade de Lei na reconstrução da nação e dispor-se a obedecer a Deus.

terça-feira, 8 de novembro de 2016

O nosso "Seguro" em missão

"E na noite seguinte, apresentando-se-lhe o Senhor, disse: Paulo, tem ânimo; porque, como de mim testificaste em Jerusalém, assim importa que testifiques também em Roma."
Atos 23.11

A expressão original grega, aqui traduzida por "ao lado", transmite literalmente a ideia de que o Jesus ressurreto "apareceu em pé, logo acima de Paulo".

Nos principais momentos de crise, Paulo recebeu a companhia encorajadora da pessoa do Senhor ressurreto, garantindo-lhe que sua missão seria cumprida cabalmente, pois assim era a vontade de Deus (At 9.3; 16.9; 18.9; 22.18; 23.11; 27.23).

Quando estamos em missão para o Senhor, Ele próprio é quem vai conosco (Mt 28.20). A questão em especial com Paulo tem haver com o caráter e extensão de sua missão.

Paulo lançaria as bases da pregação sobre Cristo a Igreja em Roma, um tratado teológico inestimável para o Cristianismo em todas as suas épocas.

Para nós, quando estamos sob Sua ordem, Ele garante estar conosco fazendo através de nós sua "aparição" ao mundo. Somos reconfortados por Cristo e com isso somos transformados transmitindo o reflexo ao mundo do que é ser cristão.

Jesus está ao nosso lado, agora Ele está ao seu lado fortalecendo-te, ensinando-lhe, transformando-te para que o mundo veja Cristo em você.

Que grande privilégio teve Paulo e que grande privilégio temos nós de Jesus aparecer na nossa vida todos os dias.

terça-feira, 30 de agosto de 2016

Para que serve a capelania prisional?

A maioria das organizações religiosas que visitam os cárceres é cristã, e em especial evangélica. Apesar disso, nem todas as tradições protestantes possuem trabalhos consolidados nas várias unidades prisionais do país. Isso se deve, talvez, ao preconceito que ainda vigora – infelizmente – em boa parte das nossas comunidades de fé. Afinal, muitos dizem que não deveríamos nos preocupar com “bandidos”, mesmo diante da clara determinação bíblica em sentido contrário (Mt 25.36).

Para que tenhamos ideia, a própria legislação reconhece a assistência religiosa como um direito do encarcerado (Lei nº 7.210/84, art. 11, VI). Além disso, o Tribunal de Justiça de Minas Gerais já decidiu que “a religião é necessária e imprescindível na reeducação do condenado, constituindo um dos fatores decisivos na ressocialização e reinserção deste na convivência com a sociedade”.

Contudo, cada Estado possui certa autonomia para disciplinar esse trabalho das igrejas. E aí surgem problemas, como restrições ao número de visitas semanais, ausência de locais próprios para a assistência religiosa e até imposição de ecumenismo. Tais entraves, dentre outros, podem provocar o desânimo da equipe voluntária, dificultando ainda mais o processo de ressocialização do preso.

Por isso é extremamente importante que os voluntários conheçam quais são seus direitos e deveres, e quais os argumentos para que sejam superados os obstáculos que se levantam a cada dia. E foi pensando numa padronização nacional, e no respeito aos direitos dos capelães, que elaboramos o Projeto de Lei nº 2.979/15, que tramita na Câmara dos Deputados.

Mas mesmo que superadas as questões legais, ainda resta muito a ser feito.

Pouquíssimas são as igrejas que possuem projetos de assistência religiosa aliados à garantia dos demais direitos dos presos, como os relativos à saúde e à educação. Em alguns casos, a equipe visita o mesmo pavilhão apenas uma vez ao mês, e ali permanece por apenas 15 ou 30 minutos.

Some-se a isso o fato de que as mensagens anunciadas quase nunca são diferenciadas em face do público-alvo. Certa vez um capelão, diante de um preso do regime fechado que se contristava pelo fato de estar detido, disse “daqui a pouco você está saindo”. Esse capelão, que sequer perguntou quanto de pena ainda havia a ser cumprida naquele regime, teria como resposta “mais de dois anos”. Como esse preso se sentiu ao ouvir um “daqui a pouco você está saindo” com “mais de dois anos” de regime fechado para cumprir? A fala do capelão lhe proporcionou algum conforto emocional ou espiritual, ou o fez enxergar o período de aprisionamento com outros olhos? Certamente que não!

Portanto, precisamos que os voluntários conheçam os presos, realizando atividades individualizadas. Só assim poderemos pensar em algum compromisso institucional, fundado na evangelização e no discipulado (Mt 28.19), com o devido acompanhamento da vida e dos ideais daqueles que queremos assistir espiritualmente.

Por Antonio Carlos da Rosa Silva Junior é coautor do livro Como Anunciar o Evangelho entre os Presos


sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

Ele sabe do que fala!


Charles Grandison Finney - (Warren, 29 de agosto de 1792 - Oberlin, 16 de agosto de 1875) foi um pregador, professor, teólogo,abolicionista e avivalista americano, um dos líderes do Segundo Grande Despertar (Second Great Awakening). Introduziu várias inovações no ministério religioso, tais como a censura pública e nominal de pessoas durante o sermão, a permissão da manifestação das mulheres em cultos para ambos os gêneros e outros. Era também famoso por realizar seus sermões de improviso. É autor da obra TEOLOGIA SISTEMÁTICA, considerada até hoje por muitos a maior obra teológica da história da igreja.